O vereador Antônio Paduano, apresentou o relatório, a principio explicando sobre a metodologia empregada na CPI.
A seguir nomeou cada uma das pessoas ouvidas, entre as quais o autor da denuncia, Itamar de Oliveira.
Falou ainda da substituição do vereador Edson Sousa pelo vereador Edmar Rodrigues. Edson foi obrigado a deixar a CPI por ter sido suspenso do seu partido por 90 dias, e assim não pode participar de nenhuma Comissão.
Paduano ao concluir que as denuncias não procedem, afirmou que houve pouco zelo, comprometimento e fiscalização da obra pública. E, que a comissão estava requerendo que o chefe do Executivo tenha maior zelo no exercício do poder.
A vereador Heloisa Cerri (PV), se recusou a assinar o relatório final da CPI e solicitou que tal recusa constasse em ata.
Edson Sousa, também se manifestou desfavoravelmente ao relatório e a forma como a CPI foi encerrada.
Heloisa Cerri (PV), autora do pedido de CPI e membro da Comissão, se negou a assinar o relatório final. “Não posso reconhecer este relatório, pois a CPI não teve liberdade para trabalhar. Testemunhas foram coagidas e inibidas durante os interrogatórios e houve até pessoas que nos afirmaram terem recebido ameaças”, disse a vereadora. Heloisa Cerri acrescenta que pretende adotar outras medidas, por não concordar com a conclusão apresentada pela Comissão.
Segundo matéria postada no blog da vereadora Heloisa Cerri, os vereadores que assinatura a CPI foram: Hilton Aguiar (PMDB), Antônio Paduano (DEM), Rodyson do Zé Milton (PSDB) e Edmar Rodrigues (PRTB).
O prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) determinou o calçamento de 60 ruas, porém os moradores das vias selecionadas são obrigados, a pagar cerca de 50% do valor da obra, ao contrário de outros municípios, onde a pavimentação é coberta pela arrecadação do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano.
Normalmente o atendimentos dos pedidos dos vereadores, gera uma dependência do Legislativo ao Executivo, e neste sentido, as frentes de calçamento são utilizadas pelo governo como moeda de troca para ele obter maioria na Câmara.
Poucos meses antes de toda esta confusão que resultou na CPI, o prefeito convidou alguns vereadores para uma reunião onde foi discutida a distribuição de cinco ruas para cada um dos presentes.
Heloisa Cerri e Edson não foram convidados, já o ainda vereador, Fabiano Tolentino, não aceitou
Só um mês depois do início das obras começaram as queixas na Câmara. Vereadores que haviam feito o acordo com o prefeito, reclamavam em seus discursos da forma em que a administração vinha conduzindo o serviço, dando preferência a parlamentares do partido do governo.
Pouco depois a Câmara recebeu a denúncia formal de que o material utilizado no calçamento, especialmente pedras, estava sendo desviado, sendo então nomeada a CPI, cujo relatório final foi apresentado nesta terça-feira (5).
Veja vídeo do denunciante, Itamar de Oliveira.


