A oposição apresentou denuncia contra o governo Argentino na Oficina Anticorrupção do Estado Argentino pelo “uso arbitrário do dinheiro público”. Lá é diferente de cá, lá existe uma instituição para receber e acatar denúncias de desmandos e arbitrariedades cometidos com o dinheiro do povo.
Lá, como cá, grande parte da verba é repassada pelo Executivo à mídia situacionista para defender abertamente o governo e atacar a oposição, classificando-a como denuncista.
Lá existe um jornalista, Diego Gvirtz que nos últimos anos se transformou em fiel soldado da presidente Cristina Kirchner e de seu falecido marido, cá não é exatamente um jornalista, mas existe um soldado na trincheira defensiva do governo.
Este mesmo jornalista (Diego), dono de uma produtora (cá é mídia impressa) recebeu para dar palanque kirchenerista, recebendo Néstor Kirchner em seu programa, poucos meses antes dele morrer.
Segundo texto do jornal O Globo, “esta é mais uma expressão do que chamamos de amigopólio”, denunciou uma deputada à correspondente.
Lá, como cá, em 2010, a Casa Rosada reforçou o apoio à imprensa amiga e paralelamente atacou grupos considerados inimigos, principalmente o “Jornal Clarin”.
Lá, como cá, o “Jornal Página 12” e as revistas do grupo “Spolsky” governistas roxo, chegaram a receber 780 vezes mais recursos do que os meios de comunicação criticados pelo governo (oposição). Cá, alguns não receberam nada.
Lá, diferentemente de cá, o governo argentino mesmo praticando o amigopólio, entre 2008 e 2010 diminuiu a publicidade oficial em 60% na receita do “Clarin” e 50% no “La Nacion”. Cá o “governo” pratica abertamente o inimigopólio, sem anúncio, a pão e água, que diga o Magazine.
Cá, a oposição grita esperneia e faz lei, mas, “tudo continua como dantes no quartel de Abrantes”, nada de audiência pública para prestação de contas da publicidade, que o diga Edson Sousa, vereador criador da Lei para este fim.





