Se aprovado pelo Congresso Nacional, o projeto dará poder aos juízes para mudar de turma, ou até de escola, os alunos que ameaçarem ou cometerem violência contra um professor. Além disso, os juízes poderiam exigir que o estudante mantenha uma distância mínima da vítima.
A violência nas escolas aumentou e, segundo levantamento feito este ano nas escolas do Rio Grande do Sul, 58% dos professores não se sentem seguros no trabalho e 87% não se consideram amparados pela lei quando são vítimas. Além disso, afirmam que, atualmente, quando há casos de violência as escolas se limitam a chamar os pais do agressor.
25% dos professores da rede particular de MG já presenciaram agressões de alunos.
Um em cada quatro professores de escolas e faculdades particulares de Minas Gerais já presenciou agressões de alunos a outros professores no ambiente escolar. E três em cinco (62%) já testemunharam ataques verbais.
Os dados fazem parte de pesquisa recém-concluída pelo Sinpro (Sindicato dos Professores de Minas), em parceria com a PUC de Minas. Foram ouvidos 686 educadores da rede privada do Estado, do ensino infantil ao superior. O levantamento aponta também que 20% testemunharam tráfico de drogas entre alunos no ambiente escolar.
Os pesquisadores não questionaram se os próprios professores foram alvo de violência. O objetivo do levantamento, segundo o sindicato, foi analisar a percepção da violência na relação com os alunos.
A educação está pedindo socorro. Precisamos nos unir em prol de uma educação de princípios e valores cristãos.
Esta notícia não causa impacto profundo na consciência de muitas pessoas nos nossos dias. Até porque a consciência de muitos já está cauterizada. A violência, a iniqüidade, o desrespeito, o atentado contra a vida alheia se tornou algo tão comum que não se vê mais manifestações públicas contra estas coisas.
O apóstolo Paulo escreveu ao jovem Timóteo no ano 64 A. D, aproximadamente, que os homens nos “últimos dias seriam egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores”, e por aí vai (2Timóteo 3.1-9). Veja que Paulo desenha o retrato do homem do 1º século, mas em nada fica devendo sobre o homem do século 21. A sentença, entretanto, que Paulo faz sobre estes é “eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente…” (v. 9). De fato estamos nos últimos dias. Os pais estão ‘retendo a vara’ e seus filhos estão espancando professores, desrespeitando autoridades e promovendo o caos. Jovens, adolescentes e até crianças estão sendo ceifadas precocemente por falta de valores e referências dentro e fora de casa.
É tempo de clamarmos por socorro. É tempo do poder público, das instituições sociais e religiosas se mobilizarem em prol de uma educação que gere esperança na vida de nossos filhos, que promova a paz, a estabilidade social, a harmonia no lar, o respeito ao próximo e a obediência às autoridades.
“Nunca é tarde para se começar o que é certo”.
Pense nisso.
*José Roberto de Oliveira, é pastor da Igreja Presbiteriana de Divinópolis. É Gestor do Colégio Presbiteriano, Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano de Educação. Bacharel em Teologia e Pós-Graduado em Ciências da Religião.






