A despeito de respeitar uma CPI por incúria administrativa a Prefeitura interrompe os calçamentos de ruas dos bairros, quando o sistema é de parceria com a população e nem tanta despesa para os administradores. Na verdade, falta dinheiro onde sobram propósitos absurdamente políticos.
Lembra muito o governo Galileu Machado, quando os segundos semestres traziam desconforto a fornecedores e ao funcionalismo. Atrasos constantes e recorrentes de pagamentos. Seria o prenúncio do caos?
O prefeito viaja enquanto assessores inventam realizações sustentados pela mídia obsequiosa. A atuação governamental tem sido midiática, apenas. Mui tardiamente fala-se em Reforma Administrativa, quando o que falta é Reforma de Propósitos, onde a sustentação política deixa de interferir diretamente no feitio da administração.
O prefeito tenta demonstrar tranquilidade e passar segurança dizendo que a reforma no primeiro escalão nem será tão importante. Segundo as mesmas notícias de bastidores, fala-se mais em loteamento de cargos entre os partidos apoiadores. Ou seja, a reforma abrangeria somente os cargos de escalões menores, onde pululam as nomeações desnecessárias. Não mexeria nas prateleiras de cima, onde realmente estão seus algozes camuflados.
Trocando seis por meia dúzia o Executivo tem todas as chances de piorar ainda mais a performance, que já vem caindo para as piores colocações nos mapas de avaliação da opinião pública. E quando acordar, talvez seja tarde demais.
A guindagem de vereadores para secretarias será outro tiro no pé. Reforçar o sistema defensivo com a elevação de candidatos rejeitados nas urnas, ao contrário de blindar, pode aumentar a temperatura na Câmara e a sanha dos oposicionistas, que sempre devolvem a ofensa com um pecado maior.
O ideal seria governar bem, com autoridade (que não pode ser confundida com autoritarismo), separando, com rigor, o lado administrativo do político





