Poderíam ser dadas, ainda, outras definições: Buracos “um monte de porções de água em vários locais cercados de Divinópolis por todos os lados“, ou outras…
Tanto faz ter asfalto ou calçamento com pedras, como não ter, os buracos se espalham por toda cidade, tanto no centro, quanto em bairros tidos como nobres ou periféricos.
Isto acontece, na maioria das vezes, pela péssima qualidade do asfalto usado ou do tipo de serviço executado quando se usa pedras poliédricas. Os dois casos pode envolver corrupção. No caso do asfalto, o município, contrata um tipo de asfalto, já de qualidade inferior, e a empresa coloca outro de qualidade mais inferior ainda. A diferença de preço entre um e outro é rateada entre as partes envolvidas na corrupção.
No caso da utilização de pedras poliédricas, o macete para o maior ganho e o aparecimento dos buracos é mais rápido: está no espaçamento entre as pedras. Utiliza-se mais areia, “esticando” o calçamento. O resultado aparece logo na primeira chuva: buracos e mais buracos.
Neste caso, além da corrupção já sabida de desvio de pedras, que é alvo de uma CPI em tramitação na Câmara de Divinópolis, está a “vista grossa” de quem é responsável por fiscalizar a boa execução do serviço
Os bairros periféricos estão em péssimas condições. Anterior às chuvas, com a seca prolongada, o problema dos moradores era a poeira que além do mal que causa à saúde, gerando problemas respiratórios, não deixava nada limpo dentro de casa. Agora é o barro criando dificuldades de trafegabilidade, tanto de veículos quanto de pedestres.
Para disfarçar, as ruas calçadas com pedras poliédricas são remendadas com asfalto. Água, em pleno centro da cidade, corre direto, são bueiros bloqueados com pedras. Tem de tudo.
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