Em Belo Horizonte serão investidos R$ 190 milhões no Hospital Regional do Barreiro; em Juiz de Fora, na Zona da Mata, serão R$ 42 milhões no Hospital Regional de Urgência e Emergência; em Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado, R$ 36 milhões; em Sete Lagoas, na região Central de Minas, serão R$ 37 milhões no Hospital Regional; e em Uberaba, no Triângulo Mineiro, R$ 20 milhões.
O anúncio do secretário foi feito durante o I Seminário Estadual de Políticas e Ações Hospitalares – Expansão dos Hospitais Macrorregionais, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, evento com o objetivo de discutir a modelagem dos novos hospitais macrorregionais e aprimorar as ações de média a alta complexidade na rede. Participaram representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), gestores e profissionais de saúde de Belo Horizonte, Divinópolis, Sete Lagoas, Uberaba, Juiz de Fora e Uberlândia, cidades com as quais o Estado tem parceria para a expansão da rede hospitalar.
Os principais temas debatidos no encontro foram: “Estratégias na Atenção Hospitalar”, “Os Hospitais nas Redes de Atenção à Saúde”, “Ações Inovadoras na Atenção Hospitalar” e “A Modelagem do Hospital moderno”.
O secretário Antônio Jorge enfatizou a gestão de qualidade e de resultados na assistência à saúde, que o Pro-Hosp já vem incentivando com a certificação hospitalar. “Temos que promover a qualidade e incorporar novas práticas de governança, que é o eixo da atual política pública de saúde em Minas Gerais”, afirmou.
Para o secretário, os arranjos organizacionais influenciam o desempenho hospitalar, já que, de acordo com ele, no Brasil, 30% dos casos de internações poderiam ter sido tratados em ambulatórios. Ele destacou a importância da implementação adequada com a formatação de mecanismo de monitoramento e avaliação que promovam aprendizado, transparência e responsabilização. “O desafio é um novo papel do Estado, de uma nova gestão pública. Para fortalecer o monitoramento e o acompanhamento de contratos é preciso novos modelos de informação”.
Gestão de qualidade
O secretário pontuou, ainda, a importância da profissionalização da gestão, o fortalecimento de estratégias de racionalização da oferta hospitalar, com a definição do perfil do hospital e a instalação de leitos resolutivos por meio do adensamento tecnológico.
Maria Emi Yamazaki, consultora da SES, apresentou um roteiro para a modelagem na construção de um hospital. Alguns dos pontos levantados foram a importância do papel na rede de atenção, diagnóstico local, além de programação assistencial e de custeio.
A subsecretária de Políticas e Ações de Saúde da SES, Helidéa de Oliveira Lima, alerta que o hospital não pode ser tratado de forma individualizada, mas como parte de uma rede. Em Minas Gerais, ainda segundo a subsecretária, foram beneficiados 127 hospitais pelo Pro-Hosp. São 36 Hospitais Macrorregionais, referências de atenção terciária e 91 microrregionais.
Uberlândia foi escolhida para a realização do Seminário, pois irá inaugurar o Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro, construído com investimentos de R$ 20 milhões do Estado para a infraestrutura e R$ 15 milhões para os equipamentos. A unidade receberá também uma ajuda para custeio anual de R$ 18 milhões.






