O único membro da CPI com posição situacionista, o vereador Rodyson do Zé Milton (PSDB) foi contra a presença da imprensa e da assessora da vereadora Heloisa Cerri e também presidente do PV, Iris Moreira.
Anteriormente a CPI estava acontecendo no andar térreo da Câmara, no departamento jurídico da Casa. Sem a autorização da presença de pessoas alheias ao processo, inclusive jornalistas.
Posteriormente, passaram as reuniões de investigação da CPI para o plenário. A primeira continuou fechada, já nesta segunda reunião surgiu a controvérsia.
O editor do Divinews ao procurar o presidente da Câmara Edmar Rodrigues, Edmar Rodrigues em seu gabinete, encontrou Simonídes Quadro na recepção da sala da presidência da casa. Conversou com ele outro assunto não relacionado a CPI e a seguir entrou na sala da presidência.
Quando retornou não reparou se Simonídes estava ou não ainda sentado no mesmo local, só reparou que a porta do plenário estava aberta e entrou.
O editor foi informado pela vereadora Heloisa Cerri e sua assessora, que poderia permanecer na assistir a CPI desde que não houvesse nenhuma manifestação.
Entretanto a movimentação no plenário sinalizava que alguma coisa não estava dentro da normalidade. Logo veio a confirmação, o vereador Rodyson não concordava com a CPI aberta com a presença da imprensa e da assessora da vereadora Heloisa Cerri, Iris Moreira. Logo a oposição achou o artigo 116, que afirma que o vereador tem o direito de estar acompanhado de um assessor.
Quanto a presença do Divinews, Rodyson explicou que, logo no inicio dos trabalhos da CPI, houve um acordo entre os membros que haveria sigilo para não expor a identidade e a vida privada dos depoentes.
Diante disto, foi solicitado que o editor do Divinews tirasse somente fotos e se retirasse do recinto. O que foi feito.
Em contato posterior com pessoas presentes na CPI, foi informado que o depoimento do principal pivô, Simonídes Quadros teria sido adiado por vários motivos, entre eles, o de que o depoente teria se sentido coagido, ou usando outra palavra pressionado pelo editor do Divinews enquanto ele estava aguardando na recepção da presidência da Câmara.
Diante de tais fatos, vamos entrar com um pedido, junto ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, vereador Hilton Aguiar, que seja fornecida a gravação do áudio do inicio do depoimento de Simonídes Quadro, para apurar esta alegação dele, se o assunto conversado não teve nenhuma relação com a CPI.
Do jeito que esta CPI está sendo conduzida, com uma incompetência sem fim, está realmente fada a terminar em pizza. Não se entendem, começam em um lugar muda para outro. A imprensa não pode ter acesso, depois pode, depois voltam atrás.
Se quisessem preservar a identidade dos depoentes que os colocassem em um lugar mais privativo e não na recepção do presidente da Casa Legislativa, lugar público frequentado por todos.
Outro questionamento é quanto ao acordo formalizado entre os membros da CPI, com o aval do presidente, vereador Hilton Aguiar, passando por cima do Regimento Interno que afirma serem públicos os depoimentos e as investigações.
São vereadores brincando de fazer CPI, acharam a sigla bonita? Ou faz a coisa certa, ou esqueça e pare agora. Se não conseguem o básico, que é se entenderem na organização da operacional da CPI, vão conseguir concluir alguma coisa a bom termo?
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