Debate: insípido, inodoro e incolor não resolveu nada – Não esclareceu nada – Eleitor continua na dúvida – Plínio foi o franco atirador da noite

Publicado por: suporte

A grande expectativa do famoso debate da TV Globo, ficou somente na expectativa. Ou o formato não está mais funcionando, precisa de uma revitalizada, uma repaginada, ou os candidatos chegaram no limite, estavam cansados, sonolentos. Enfim, foi um fiasco.

Claro que os adeptos e militantes de cada candidato vão falar que o seu ganhou. Mas na nossa análise ninguém ganhou. Em alguns momentos um foi “melhorzinho” que o outro.

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O momento mais vibrante do debate foi quando o mediador Willian Bonner, logo no inicio, pediu uma salva de palmas para a participação democrática dos candidatos.

Dilma Rousseff, vestindo um tailleur rosa discreto, Marina trajando calça comprida, blusa e um xale, que depois tirou. E os dois candidatos de ternos escuros passando a imagem de seriedade e austeridade.

O tema do primeiro bloco foi sobre Legislação Trabalhista, a sorteada foi Marina Silva, que perguntou para Dilma, o que um possível governo dela faria com relação aos 50% dos trabalhadores que estão na informalidade.

Dilma respondeu que o governo Lula, acabou com o famoso “bico” e que foram criados 14,5 milhões de novos postos de trabalhos, além de ter contribuído injetando no mercado através de créditos diretos das instituições financeiras, mais de R$ 1 trilhão de reais.

Marina respondeu que lamentavelmente, a pergunta não foi bem respondida e reafirmou que o Brasil tem cerca de 50% de trabalhadores na informalidade

Dilma na tréplica, concluiu que para gerar empregos, as taxas de crescimento do país têm que ser elevada.

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Em outro bloco sobre funcionalismo, Dilma perguntou a Plínio de Arruada, qual seria a política dele para os servidores públicos. Plínio, como sempre, deu seu tiro, dizendo que seria completamente diferente da política “do seu governo” valorizando os trabalhadores. Solicitou da candidata Dilma uma promessa de não privatizar mais nada, se ela fosse eleita, caso que ele não acredita que vá.

Dilma na réplica à Plínio afirmou que o governo Lula não privatizou a Petrobras, mas sim a valorizou passando de R$ 15 bilhões para 220 bilhões o valor da empresa.

Plínio na tréplica, disse que a Petrobras não é mais estatal, não é pública. E, sem mais nem menos, tratou de enfiar no meio da acusação o empresário mais rico do Brasil Eike Batista, dizendo que ele ganhou uma fortuna com o governo do Presidente Lula.

Seguiu o debate, no formato proposto pela Globo, mas sem maiores conseqüências para o eleitorado.

Não acreditamos que tenha ajudado muito os indecisos a se decidirem. A interrogação dos eleitores, pode ter diminuído um pouco. Mas não para caracterizar o debate da Globo com o fiel da balança.

Vejas algumas matérias de outros veículos de comunicação:

Agência Reuters
Marina ataca em debate sem confronto direto entre Dilma e Serra

“A questão de tratar as coisas como passe de mágica é que precisa acabar no Brasil. Não vi essa prioridade, Serra, no período que você foi prefeito e governador. Visitei o bairro de Capão Redondo e eles reclamaram da urbanização”, disparou a candidata, que em outras investidas criticou o desempenho dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva em bloco, referindo-se “aos últimos 16 anos”.
 
Já era mais de meia-noite quando Serra revidou, depois de Marina afirmar que ele fica irritado com perguntas. Juntou na resposta Marina e Dilma ao citá-las como ministras do governo Lula na época do escândalo do mensalão.
 
“Não use sua régua para medir os outros. Eu não gosto de usar minha régua para ficar medindo. Se eu fosse usar minha régua eu diria que você e a Dilma têm muito mais coisas parecidas do que quaisquer outros candidatos aqui”, disse. Serra.
 
“Você ficou no governo, ficou no PT até há pouco. Você estava no governo do mensalão, não saiu do governo, continuou lá como ela”, acrescentou.
 
Dilma arrancou risos da plateia ao responder a uma pergunta de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) sobre a falta de transparência nas doações financeiras da campanha.
 
Quando a petista disse que todas as suas doações são oficiais, parte do público riu e Dilma reagiu: “Lamento os risos de quem não tem a mesma prática”, disse, recebendo aplausos.
 
Plínio repetiu o papel de metralhadora giratória, empunhando a bandeira do socialismo e da suspensão do pagamento da dívida externa. Também aproveitou para pedir votos para o partido e para os deputados Ivan Valente e Luciana Genro especificamente.
“Aqui tem três candidatos do sistema, e um de fora do sistema”, disse.

Revista Veja

Marina diz que não quis partir para o Vale-tudo eleitoral

A candidata que adotou a postura mais agressiva durante o debate da Rede Globo, a verde Marina Silva fez acusações a Dilma Rousseff (PT) e a José Serra (PSDB). Ainda assim, evitou temas que poderiam favorecê-la, como a questão do aborto e o escândalo da Casa Civil que não foram introduzidos em sua última tentativa de transformar a “onda verde” em um maremoto capaz de levá-la ao segundo turno.
 
Após o confronto, Marina disse que não trouxe à tona essas questões para não apelar para o vale-tudo eleitoral. “Eu me determinei a não ir para o vale-tudo. Quando tratei dessas questões foi porque o tempo todo me perguntaram sobre elas. E disse que não iria utilizá-las de forma eleitoreira. Eu tenho as minhas convicções, não as escondo. Eu não tenho atitude de ética de coveniência e vou permanecer com a minha posição.”
 
Marina ressaltou que neste e nos outros debates tentou perguntar para todos os candidatos, o que foi evitado no embate desta noite por Dilma e Serra. “Sinto que aqueles que começaram com gana muito grande de se enfrentar, quando ainda tinham a ideia de que seria apenas um plebiscito, ao perceberem que o plebiscito foi quebrado, sequer perguntaram espontaneamente. Eu não me esquivei.”
 
Para a verde, os seus dois principais adversários só estão melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto pelas coligações e tempo de televisão no horário eleitoral. Por isso, ainda de acordo com ela, eles até podem ir ao segundo turno, mas ganharão perdendo.
 
“Tem aqueles que até podem ir para o segundo turno mas sabem que estão indo perdendo. Isso porque tiveram que fazer alianças incoerentes e até incompreensíveis do ponto de vista político. Outros tiveram que assumir atitudes que nem se imaginavam antes. Foi um festival de promessas. Vão ganhar perdendo porque abriram mão de princípios e de serem coerente por estratégia eleitoral.”

 

Jornal Zero Hora (Porto Alegre)

Debate termina sem confronto direto entre Dilma e Serra


O debate entre os candidatos à presidência da República terminou sem confronto direto entre os dois candidatos que aparecem à frente nas pesquisas. Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) não fizeram perguntas um para o outro, apenas para Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). O debate final da campanha, a três dias da eleição, foi realizado em um estúdio na Central Globo de Produção, no Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira.

Confira como foi a cobertura ao vivo do debate

O candidato do PSOL voltou a provocar os demais candidatos, mas não fez perguntas para Marina, apenas para Dilma e Serra. Para Serra, a provocação veio quando, ao ouvir que o tema da questão seria impostos, Plínio disparou:

— Ihhhhh, ele gosta disso.

Em seguida, acusou Serra de propor uma reforma tributária que aumenta a carga de tributos sobre os mais pobres e diminuiu a sobre os mais ricos. O candidato respondeu negando a acusação e defendendo a redução da carga tributária sobre alimentos básicos e medicamentos.

Plínio também provocou Dilma ao dizer que não vê nos sites dos outros partidos as doações de recursos para a campanha. A candidata se defendeu:

— Registramos todas as doações da nossa campanha no Tribunal Superior Eleitoral. Todas as doações são oficiais.

Parte da plateia riu e a petista rebateu:

— Lamento os risos de quem tem outras práticas.

Na busca por uma vaga no segundo turno, Marina também preferiu questionar apenas os candidatos líderes nas pesquisas. Na pergunta que fez a Serra sobre os programas sociais e o bolsa-família, os dois chegaram a esboçar um confronto.

— As coisas vão se dando de acordo com lógica de promessas e não de programas. Você não responde, só coloca coisas que fez em São Paulo.

Serra rebateu:

— Não use sua régua para medir os outros.

E comparou Marina e Dilma, dizendo que se fosse usar a sua “régua” apontaria que as duas candidatas têm muitas semelhanças.

— Você estava no governo do mensalão. Assim como Dilma, você não saiu do governo, ficou lá.

Marina, por sua vez, aproveitou uma pergunta de Dilma sobre como a candidata avaliava a reação do Brasil à crise mundial para compará-la com Serra.

— Dilma e Serra têm perfil muito parecido, um perfil puramente gerencial. Você corretamente coloca acertos e ganhos, mas não olha para os novos desafios.

À frente nas pesquisas, Dilma e Serra defenderam no debate suas realizações nas áreas de habitação e transporte. Dilma falou das conquistas do Minha Casa, Minha Vida durante o governo Lula e prometeu mais dois milhões de moradias no programa se for eleita.

— A população de baixa renda merece ter casa própria.

A candidata também falou sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, sob críticas de Marina, que acusou a petista de tratar das questões de infraestrutura de forma pontual.

Já Serra aproveitou a experiência de São Paulo com o metrô para defender a necessidade de instalação de metrôs em várias cidades. Mencionou inclusive o projeto de Porto Alegre.

— Metrô é ferrovia. Tenho um plano de fazer metrô em parceria com governo estadual e a iniciativa privada.

Foi criticado por Plínio, que questionou de onde sairiam os recursos: “agora todo mundo promete tudo”.

O tucano também mencionou as propostas que vem defendendo na reta final da campanha: reajuste de 10% no ano que vem aos aposentados e elevação do salário mínimo para R$ 600.

 

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