Para a secretária de Desenvolvimento Social, Rosaly Kuns, o Centro de Convivência Salviano Avelar é um programa único no Brasil. “Não acredito que tenha outro local que trabalhe com portadores de necessidade especiais, que são os deficientes intelectuais, acima de 21 anos. Realmente não é uma política do Sistema Único de Assistência Social – SUAS. Ninguém nos obrigou a fazer essa obra. Ela foi uma iniciativa pioneira de Divinópolis. Sempre saímos à frente nestas idéias, como a jornada ampliada, pois começamos aqui antes de começar em qualquer lugar do Brasil. Era necessário que tivéssemos um local para estes meninos e meninas, que na verdade são adultos especiais, para que eles tenham uma forma de continuar a se encontrar, pois eles vivem muito desta amizade, deste coleguismo. O próprio município está propiciando isto. Eu acho que o importante é que nós, de Divinópolis, o cidadão de Divinópolis, está dando a oportunidade para esta pessoa ser feliz”, comenta.
Entre as atividades desenvolvidas pelos usuários do centro, estão a ginástica, orientação nutricional, artesanato, dança e karatê. Eles fazem uma série de atividades que faz com que eles sintam-se atuantes, participantes da nossa sociedade. “Aqui eles têm lazer, eles têm ginástica, orientação para alimentação e artesanato. Eles são felizes, é só notar o jeito deles. Aqui é espaço é muito melhor, porque eles têm essa praça aqui na frente, onde podem fazer suas atividades. É um local que eles tinham direito, um lugar muito bom. E o mais importante é que nós estamos trabalhando com os pais”, ressalta Rosaly Kuns.
Para a diretora do Centro de Convivência Salviano Avelar, Wilda dos Santos Araújo, a maior importância dessa obra é dar mais um passo no processo de atendimento a os deficientes intelectuais adultos, acima de 21 anos. “Eles já chegam de uma caminhada, tentando construir este espaço de convivência. Recebendo um espaço próprio, teremos condições de fazer as adequações necessárias, de ter uma arquitetura própria, porque quase todos os serviços de assistência ainda funcionam em casas que foram adaptadas. São poucos os serviços que têm casa própria. Isto significa que vamos poder aperfeiçoar. Hoje, por exemplo, temos 20 inscritos na fila, e na antiga sedenão tínhamos espaço físico pra isto. O espaço físico desta casa já é melhor que o anterior, podemos adaptar e ampliar. Vamos fazer um projeto, como o Prefeito anunciou, e vamos tentar, mesmo que num processo mais lento, as adaptações necessárias no espaço físico mais adequado às necessidades dos usuários deste serviço” finaliza.
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