Confesso ter ficado muito preocupada com a confusão que está sendo submetida à educação básica, não falo em relação a propostas pedagógicas e sim a educação familiar, aquela em que os pais até alguns anos atrás eram responsáveis e como responsáveis tinham autoridade sobre seus filhos, além do respeito entre ambos.
Como sempre as coisas no Brasil começam de trás pra frente, primeiro lança a “lei “depois se discute ações educativas e transformadoras. Isso aconteceu a pouco com a inclusão social e agora com este projeto de lei. (“a lei da palmada”)
Não creio que ações violentas trazem resultados positivos em nenhum tipo de educação, mas chegar ao extremo de não poder dar uma palmada em uma criança com o intuito de educá-la ou corrigi-la é no meu ver absurdo. Creio que existem diferenças claras entre uma ação agressiva, um abuso, e a violência em si, de uma ação corretiva e educativa.
Para que possamos sentar com uma criança e explicar a ela que determinadas ações são erradas e que ela não pode fazê-las, necessita que essa criança tenha um vocabulário com certa quantidade e qualidade de conhecimento de palavras, além de flexível e que ela já consiga interpretar as palavras faladas, contextualizando-as no dia a dia. Isso não é possível em uma criança de 1, 2, 3, anos…
Não quero com isso dizer que se tenha que dar palmadas nas crianças menores por não entender o que falamos, apenas quero mostrar que, em certos momentos, onde não cabe mais o castigo, ou qualquer outra ação a palmada pode sim resolver de maneira educativa, algumas ações. E qualquer pessoa em sã consciência sabe diferenciar uma palmada de um ato abusivo. Aqueles que não sabem esta diferença com certeza, já cometem e continuarão cometendo atos abusivos sendo advertidos ou não.
Claro que essa discussão é muito mais profunda do que estas poucas linhas. Mas devemos repensar em ações transformadoras e reformadoras como prioridades em vez de encher de leis que com certeza não se fundamenta em nenhuma pesquisa científica ou em estrutura viável, a não ser em atos politiqueiros.
Luana Curi






