Artigo: Luana Curi fala sobre a “Lei da Palmada” Projeto em tramitação – O tema é bastante oportuno dado o momento – Alguns políticos precisam bastante

Publicado por: suporte

Confesso ter ficado muito preocupada com a confusão que está sendo submetida à educação básica, não falo em relação a propostas pedagógicas e sim a educação familiar, aquela em que os pais até alguns anos atrás eram responsáveis e como responsáveis tinham autoridade sobre seus filhos, além do respeito entre ambos.

Como sempre as coisas no Brasil começam de trás pra frente, primeiro lança a “lei “depois se discute ações educativas e transformadoras. Isso aconteceu a pouco com a inclusão social e agora com este projeto de lei. (“a lei da palmada”)

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Não creio que ações violentas trazem resultados positivos em nenhum tipo de educação, mas chegar ao extremo de não poder dar uma palmada em uma criança com o intuito de educá-la ou corrigi-la é no meu ver absurdo. Creio que existem diferenças claras entre uma ação agressiva, um abuso, e a violência em si, de uma ação corretiva e educativa.

Para que possamos sentar com uma criança e explicar a ela que determinadas ações são erradas e que ela não pode fazê-las, necessita que essa criança tenha um vocabulário com certa quantidade e qualidade de conhecimento de palavras, além de flexível e que ela já consiga interpretar as palavras faladas, contextualizando-as no dia a dia. Isso não é possível em uma criança de 1, 2, 3, anos…

Não quero com isso dizer que se tenha que dar palmadas nas crianças menores por não entender o que falamos, apenas quero mostrar que, em certos momentos, onde não cabe mais o castigo, ou qualquer outra ação a palmada pode sim resolver de maneira educativa, algumas ações. E qualquer pessoa em sã consciência sabe diferenciar uma palmada de um ato abusivo. Aqueles que não sabem esta diferença com certeza, já cometem e continuarão cometendo atos abusivos sendo advertidos ou não.

Claro que essa discussão é muito mais profunda do que estas poucas linhas. Mas devemos repensar em ações transformadoras e reformadoras como prioridades em vez de encher de leis que com certeza não se fundamenta em nenhuma pesquisa científica ou em estrutura viável, a não ser em atos politiqueiros.
Luana Curi

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