Já há alguns dias, a prefeitura de Divinópolis estava realizando um trabalho social e de conscientização da necessidade dos catadores do lixão abandonassem o local, para que as modificações de transformar aquele local em um aterro controlado, fosse implementada.
Segundo o secretário adjunto de comunicação, Walon Delano, vários prazos foram dado para que eles saíssem do local, como exemplo, ele citou o último dia 25 de julho, depois o dia 30 e nada deles cumprirem os prazos estabelecidos.
Em contato com o comandante do 23º BPM, Tenente-Coronel Eduardo Campos, ele informou que foi cumprir uma determinação judicial da promotoria do meio-ambiente, e apoiar a ação da prefeitura para retirar os catadores daquele local.
Um dos catadores (veja vídeo) reclamou da forma que foram retirados, mais ou menos às quatro horas da manhã eles foram acordados, segundo as palavras do próprio, “a gente pensava que o mundo estava acabando”.
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Este mesmo catador está receoso quanto ao futuro. da garantia de trabalho por período determinado, seis meses e ter um salário menor do que eles estão acostumados a retirar do lixão.
Walon Delano, afirmou que não existe nenhum prazo de trabalho pré-estabelecido, o que vai vigorar é a lei de mercado da iniciativa privada, “se o funcionário for bom ele continua trabalhando, isto é um processo normal” disse o secretário.
Quanto a questão do ganho (salário) alegado pelos catadores, Delano afirmou: “não temos condições de aferir este dado, de quanto cada um ganhava, mas o compromisso é de um salário mínimo”
O promotor Mauro Ellovitch, coordenador regional das promotorias de meio-ambiente das bacia hidrográficas do Alto São Francisco, também ouvido pelo Divinews, disse que a ação policial ocorrida nesta manhã, foi para cumprir uma antiga sentença e acrescentou “o local está em uma situação caótica, com vários vetores de doenças e em condições sub-humana, aquilo não podia continuar de forma alguma”, disse ainda que o local não é apropriado para ser um aterro sanitário, pode ser provisoriamente apenas um aterro controlado.
Veja no vídeo a versão de Pedro Coelho, secretário municipal de meio-ambiente
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