Na manhã desta terça-feira, logo após a coletiva realizada no gabinete do prefeito Vladimir Azevedo, sobre o “Minha Casa Minha Vida”, o Divinews foi apurar o que os usuários do sistema de saúde pública e outros veículos de comunicação estão divulgando: o protocolo de Manchester não está funcionando e nunca funcionou, a não ser no papel.
Começamos as entrevistas do lado de fora do prédio, onde as pessoas, crianças e idosos, ficam expostos, com risco de atropelamentos, isto porque naquela área transitam ambulâncias e veículos particulares, em velocidade considerável, levando pacientes em estado de emergência. E, como não existe nenhum controle de redução de velocidade, não está descartado a hipótese de mais um acidente na vida daqueles que foram buscar solução para os acidentes de saúde das suas vidas.
Encontramos o Sr. Antônio de Sousa Costa, 45 anos, morador do bairro Davanuse. Ele chegou as 06h30min as 11h10min, portanto, quase 5 horas depois, ele ainda estava do lado de fora, aguardando para ainda passar pela triagem. Na última quinta-feira, também depois de horas e horas de espera.
Foi atendido por uma lesão no tornozelo, entrou e saiu e sequer sabia da existência do protocolo de Manchester, perguntamos se disseram para ele que cor de atendimento lhe foi atribuído, ele olhou com a fisionomia de espanto. Cor? Que cor moço?
O outro paciente, não no sentido médico, e sim no sentido da paciência da espera, foi Antônio Gondim, 44 anos, chegou as 7 horas com o braço quebrado, na tipóia, no mesmo horário do anterior ainda não havia sido atendido.
Internamente, depois de passar pela triagem e em tese lhes ser atribuído uma cor, dentro do processo do protocolo de Manchester, haviam diversas pessoas aguardando e por seus semblantes e sinais negativos com o polegar pra baixo. Fazia muito tempo que ali estavam.
Entretanto não foi possível entrevistá-los, isto porque o Divinews, foi barrado pelos porteiros do pronto-socorro, disseram que a imprensa não poderia ter acesso no prédio. Não adiantou lhes explicar que aquele era um lugar público e não estávamos invadindo áreas privadas do prédio, estávamos em uma área comum, onde todos os cidadãos podem ter acesso.
Não adiantou, a entrada só seria possível com autorização. Foi pedida então a presença do diretor do pronto-socorro, informaram que ele não estava, pedimos outra pessoa que fosse a responsável pelo recinto, não encontraram ninguém que pudesse assumir tal responsabilidade.
Como dissemos que, se não aparecesse ninguém, e depois de termos batido uma foto interna do recinto, um dos porteiro indignado disse que não poderíamos tirar fotos sem autorização e chamou a policia, a principio um soldado e depois chegou um sargento
Diante do impasse, o Divinews, resolveu ligar para o celular do chefe de governo do prefeito Vladimir Azevedo, Sr. Fernando Ordones. Foi explicado o que estava acontecendo e o telefone foi passado para o sargento para que ele autorizasse o sargento a deixar fazer a entrevista com as pessoas. Eles conversaram e o Divinews saiu de perto.
Fernando posteriormente voltou a falar e disse não saber como resolver tal impasse, já que os responsáveis pelo PS não estavam no local.
Agradecemos ao Fernando e nos retiramos sem concluir a matéria





