Imprensa no meio do fogo cruzado – Editor do Divinews atendido no pronto-socorro

Publicado por: suporte

De tanto ouvir de alguns vereadores tidos como oposicionistas declarados, de que a saúde está um caos, está no CTI, agonizante e comprovar através de alguns depoimentos de matérias veiculadas no DiviNews. Resolvemos não somente comprovar, mas provar. Chegar mesmo a “degustar” a situação para termos uma avaliação correta, sem distorções.

Porque não estamos nem de um lado nem do outro, queremos a verdade em beneficio do povo, da cidade. Que as coisas melhorem para este povo tão sofrido. Como pude comprovar.

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Assim sendo, o editor do Divinews esteve na manhã de ontem (17/09), após a entrevista coletiva do Sr. prefeito Vladimir Azevedo, que na ocasião falou sobre o “Protocolo de Manchester”, que já estaria em funcionamento desde o dia 1 de setembro, resolvemos averiguar de forma prática, na própria pele.

Cheguei ao pronto-socorro com uma suposta dor no peito e com uma fisionomia de dor. Ao chegar ao guichê de atendimento estava  uma atendente em pé, por conta do atender as pessoas e outra estava ao computador.

Cheguei e sentei na recepção, com fisionomia  de dor e com a mão no peito. Isto não adiantou, ninguém prestou atenção

Após cinco minutos fazendo minha mise-en-scéne ou em português misancene e no popular, fita, show, falsidade, verifiquei que o guichê tinha vagado e me dirigi à recepcionista.

Ela me olhou normalmente, não adiantou a expressão de quem estava sentido dor e com a mão no peito. E perguntou: “O que o senhor está sentindo?”  Respondi: dor no peito, de vez em quando dá uma pontada e permanece por um tempo, depois diminui e volta a dar novamente.

Ela voltou a perguntar: desde quando o senhor esta sentindo isto? Respondi, desde que acordei e não parou mais.

Ela então passou a preencher uma ficha. Este processo, realmente não demorou, foram cerca de 10 minutos entre o preenchimento do questionário e minha liberação, para que eu voltasse ao banco de espera para aguardar a triagem do “Protocolo de Manchester”

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Fiquei por aproximadamente 10 minutos aguardando para ser chamado ao setor de triagem. Neste tempo, aproveitei para conversar com algumas pessoas que estavam aguardando atendimento. Fiquei chocado com os relatos que ouvi. Mas, deixarei isto pra ser falado em outra matéria. O meu objetivo neste momento é relatar meu atendimento.

Ao chegar na triagem foi atendido pela Sra. Adelina, que novamente fez a mesma pergunta, obviamente lhe respondi a mesma coisa. Ela então colocou tipo um pregador no meu dedo, sem nada explicar porque estava fazendo aquilo. Então lhe perguntei o que é isto, qual é o objetivo?

Ela respondeu que era para medir minha freqüência cardíaca. Mas, aquele aparelho analisava somente um tipo de onda. Perguntei então, que tipo de onda, ela não soube responder concretamente, mas imaginava que seja a onda D2. O resultado do exame foi 97 a saturação e 90 a freqüência, ela disse que estava normal.

A seguir tirou a pressão e deu o resultado de  10 x 7, perguntou se normalmente eu tinha pressão baixa, lhe afirmei que minha pressão era sempre em torno de 12 x 8 às vez 12 x 7, nunca maior que isto.

A seguir me perguntou se eu queria passar por um médico. Achei a pergunta estranha. Mas, respondi que sim. Ela então pediu que me dirigisse a recepção e esperasse que me chamassem.

Foi quando lhe pergunte: “Qual vai ser a minha cor?” Ela respondeu que seria a cor amarela, segundo o protocolo de Manchester meu atendimento se daria em 1 hora. então questionei: mas amarelo é muito tempo que vou esperar, posso morrer já que estou com dor no peito. Não seria um atendimento mais urgente? Ela então disse: está bem, vou lhe dar a cor laranja para atendimento em 10 minutos.

Perguntei mais uma vez: cadê a minha pulseirinha para colocar no braço? Ela disse não existe isto. Perguntei: Não tem nenhum papel que identifique a minha cor para as outras pessoas e principalmente para as pessoas do atendimento. Ela finalizou dizendo: è assim mesmo que funciona. O senhor então espere sua chamada na recepção.

Fui para a recepção e comecei a ouvir as histórias das pessoas, que narrarei em outra matéria.

Esclarecendo. Fiquei ouvindo história de diversas pessoas por bem mais que 10 minutos e neste período não fui chamado.

A seguir, como recebi um telefonema do secretário de comunicação,  Wallon Delano, avisando que a secretária de saúde estava no Sersam (Farmácia) para falar sobre o caso dos medicamentos, quando estava saindo recebi nova ligação do secretário perguntando se eu havia tido algum problema no pronto-socorro!!!!

Pelo ocorrido  e os relatos das outras pessoas, concluo que o “Protocolo de Manchester” ainda não está funcionando como devia, embora divulgado seu funcionamento desde o dia 1º de setembro.

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