Ontem em peregrinação à câmara de Divinópolis-MG, diversos secretários e assessores. Na ocasião, Gilmar Santos falou ao Divinews

Publicado por: suporte

  • O que aconteceu?
Isso é uma prática comum dentro de uma central de atendimento farmacêutica. Dos medicamentos que foram identificados hoje pela comissão, 90, 95% são oriundos de farmácias privadas. São medicamentos que nem fazem parte da lista de medicamentos que os compramos. Nós temos documentos que registram que esses medicamentos são de farmácias privadas, que teriam os enviado para a Vigilância Sanitária. Nós já vamos colocar todos esses documentos nas mãos dos vereadores, para que sejam analisados. Esses medicamentos estavam todos identificados, separados, para poderem ser incinerados.
 
  • Porque na hora que estava acontecendo o fato. A oposição a imprensa estava lá toda reunida, vocês não foram também para o local. Faltou comunicação do que estava acontecendo
 
Existe não só a falta de comunicação, como também uma má intenção. Uma má intenção de estar provocando o caos ou desviando a atenção.
 
  • Vocês assumiram há 8 meses. Como não foi percebido este fato. Será que falta coesão entre a equipe de governo
 
A Secretaria de Saúde tem 1411 funcionários, isso é praticamente impossível. Isso pode ser um funcionário que tem acesso. Quanto ao grupo técnico de gestão que está ali colocado, nós temos perfeita confiança dentro desta equipe. Nós temos funcionários de diversas correntes políticas, é praticamente impossível controlar isso.
 
  • Tais medicamentos vêm da gestão do ex-prefeito Demetrius não é?
Não, aqueles remédios foram devolvidos pela Iniciativa Privada, temos tudo isso comprovado. Alguns vieram até do governo Estadual.
Ano passado teve isso também. A responsabilidade da Assistência Farmacêutica é tripartite. Por exemplo, o município tem que entrar com R$1,50 por habitante, o Estado entra com R$3 per capita por habitante e o Governo entra com R$6 per capita. Então, existe um bolo financeiro que é feito dentro disso. A maior parte dos recursos financeiros que o Estado tem que passar em espécie, ele passa em produtos, em medicamentos. E ele coloca medicamento que, às vezes, o município já tem. Então, agora nós estamos deixando vir os medicamentos que o Estado manda e o dinheiro que a gente recebe que só pode comprar aqueles listados da farmácia básica, que é rubricado, nós só podemos comprar aqueles medicamentos. Nós estamos tentando liberar esses recursos para comprar os medicamentos que não estão na lista, ou seja, ampliar nossa assistência farmacêutica com outros remédios. A própria auditoria nos recomendou isso.

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