Malhação na adolescência merece cuidados

Publicado por: suporte


Vitalidade em alta, musculatura trabalhada, fôlego garantido, paz com a balança. Em busca desses resultados e de uma rotina mais saudável, um número considerável de jovens tem decidido espantar a preguiça e começar a freqüentar academias de ginástica.

Os números confirmam a tendência: aproximadamente 25% dos freqüentadores das grandes redes de academias de São Paulo têm menos de 20 anos.

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“As academias oferecem um número grande de atividades, desde aulas de alongamento e relaxamento, passando por artes marciais, natação e dança, até práticas mais tradicionais como musculação e atividades aeróbicas. Os adolescentes podem, em geral, escolher qualquer uma delas de acordo com suas preferências individuais. O que deve ser sempre levado em consideração é a sobrecarga da atividade escolhida”, explica o educador físico e personal trainer Tomás da Silva Rangel*.

Durante a adolescência, as articulações, a musculatura e a estrutura óssea estão em processo de amadurecimento. Por conta disso, os adolescentes precisam respeitar algumas restrições a determinados exercícios. Afinal, ao contrário do que muitos imaginam, os exercícios são capazes de causar sérios danos à saúde se não forem praticados de maneira adequada.

Um exemplo clássico é o da musculação, que nas academias o pessoal também chama de “puxar ferro”. A prática já foi completamente proibida para adolescentes, mas, atualmente, é recomendada para jovens a partir de 15 anos (desde que ela seja praticada com a supervisão de um profissional capacitado).

Isso porque o uso incorreto ou excessivo de pesos pelos adolescentes pode causar, além de lesões sérias, o endurecimento das articulações e pode levar até à interrupção do processo de crescimento.

“As seqüências devem trabalhar o corpo de forma mais geral, evitando sobrecarga excessiva sobre uma determinada articulação. É aconselhável também a realização de exercícios em aparelhos em detrimento dos pesos livres. Porém, tudo isso precisa ser analisado individualmente pelo instrutor responsável pelo treinamento do jovem”, afirma Rangel.

Ainda segundo o educador físico, mesclar as séries de musculação indicadas pelo instrutor com atividades aeróbicas moderadas é a melhor pedida: além de resultados estéticos, essa combinação contribui para a manutenção da saúde cardíaca e respiratória.

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O acompanhamento de um profissional especializado durante as atividades é imprescindível. Portanto, fique longe das academias que não contam com instrutores capacitados!

Lembre-se sempre que é preciso respeitar os seus limites físicos e que os bons resultados só serão alcançados se você combinar os exercícios com uma alimentação balanceada, na qual haja a ingestão de alimentos de todos os grupos alimentares (confira a Pirâmide Alimentar). Eis aí uma verdadeira receita para quem quer conquistar saúde, equilíbrio e bem-estar.

* Tomás da Silva Rangel é graduado pela Escola de Educação Física e Esporte da USP (Universidade de São Paulo) e atua como personal trainer, técnico de triathlon e preparador físico para corridas de rua.

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