O Divinews recebeu através de e-mail, release enviado pelo assessor de gabinete da vereadora, jornalista Jotha Lee, nele a vereadora além de solicitar que o presidente da casa, vereador Edmar Rodrigues, tenha a hombridade de se afastar da presidência enquanto durarem as investigações da comissão de ética sobre a sua responsabilidade solicita também que, seja formada uma comissão especial para apurar os gastos com publicidade tanto na Câmara quanto na Prefeitura.
da Câmara Municipal desta terça-feira (11/08).
Um abraço,
Jotha Lee
Vereadora pede afastamento do presidente da Câmara
A vereadora Heloisa Cerri (PV) em pronunciamento na sessão da Câmara na tarde desta terça-feira, pediu o afastamento do presidente da Câmara Municipal, Edmar Antônio Rodrigues (PRTB).
No dia 24 de julho, dois assessores da vereadora foram surpreendidos ao chegarem para o trabalho. A porta do gabinete estava aberta e a fechadura danificada. O gabinete da vereadora comunicou o fato tão somente à presidência da casa. Através de ofício encaminhado ao presidente, o gabinete da vereadora comunicou o fato, tratando a questão apenas como uma chave danificada. Em nenhum momento a vereadora ou
qualquer um de seus assessores tratou o episódio como “arrombamento”.
Na nota distribuída pela Diretoria de Comunicação da Câmara, o fato foi tratado como “arrombamento”, o que serviu de escada para uma maledicente matéria, publicada por um jornal da cidade que vem fazendo campanha sistemática contra a vereadora, em função de sua posição de fiscalização aos atos do Executivo.
A vereadora do PV pediu ainda, a formação de outra Comissão Especial, para apurar os gastos com publicidade, tanto da Câmara, quanto da Prefeitura, em todos os órgãos de comunicação da cidade. Afirmou, ainda, que caso a Comissão não apresente resultados satisfatórios, ela vai pedir uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar esses gastos.
Além de pedir o afastamento do presidente da Câmara até que a Comissão apure as responsabilidades, Heloisa Cerri pediu a imediata identificação do funcionário responsável pela elaboração da nota, bem como seu afastamento das funções até que os fatos sejam devidamente apurados.
Segue a integra do discurso da vereadora do PV:
Sinceramente, senhor presidente, não sei qual o sentimento me domina nesta tarde. Talvez seja um misto de indignação e pena. Indignação porque os fatos que vêm ocorrendo nesta Casa só podem gerar este tipo de sentimento. E pena, porque vejo do que o ser humano é capaz, movido pela cobiça.
A realidade do jogo político me surpreende. Bem que me avisaram! Cheguei a esta Casa pronta para trabalhar em prol do povo e sabia que a minha maior missão seria a de fiscalizar. Não imaginava tamanha ingerência tanto no Legislativo quanto no Executivo com a distribuição do dinheiro do povo.
*Pasmem* os senhores que, enquanto pessoas morrem sem atendimento médico, enquanto a população clama por médicos nos postos de saúde, enquanto faltam leitos nos hospitais, enquanto faltam remédios na farmacinha, sabonete e papel-toalha no Pronto-Socorro, de uma *tacada só*, _a Secretaria Municipal de Saúde destinou R$ 40. 658,00 reais em uma publicidade no Jornal Agora_.
No Jornal Agora, na edição do último sábado foi publicado que o arrombamento do gabinete desta vereadora *foi uma farsa!* Usando maledicente nota produzida por *nossa Diretoria de Comunicação*, o jornal teve a escada que precisava para tripudiar esta vereadora. Criaram um fato em cima de mentiras e provo que são. Estou adorando esta provocação porque tenho o que eles não têm: A VERDADE.
Está para mim comprovado que esta casa age por conveniência às necessidades do Executivo. Eu não acreditava!
Senhor presidente, quero me dirigir especialmente ao Sr. Pedro Magalhães de Faria, proprietário do Jornal Agora, assim como do Sistema PEMAFA. Este senhor tem insistentemente, com seu séquito, denegrido *a imagem deste Legislativo* no seu jornal diário. Pasmem! Ele ainda recebe dinheiro do povo para fazer isso! Julgo que quando se paga qualquer órgão de imprensa seria para desenvolvimentos de campanhas programadas.
Este é o sentido de se gastar verba pública com a imprensa. Apontem-me as campanhas feitas no Jornal Agora. Vamos analisá-las e ver o custo de cada uma ao longo destes últimos sete meses. Tenho informações que há programas na TV Candidés que recebem verbas e não divulgam uma linha sobre o Legislativo.
Temos aqui funcionários excelentes, outros, se julgam com tanto poder quanto um vereador.* *Precisam se lembrar que aqui é a câmara dos vereadores e não dos funcionários. Esta casa não existiria sem nós, os seus representantes oficiais.
*Fui vítima de matéria veiculada pelo Jornal Agora em sua edição de sábado. A notícia, com o claro intuito de me ridicularizar, nasceu na Diretoria de Comunicação desta casa.*
*Vejam senhoras e senhores: A Diretoria de Comunicação*, de repente, divulga uma *Nota Oficial: Arrombamento de Gabinete. E diz mais:*
“A Câmara Municipal de Divinópolis finalizou _apuração_ de denúncia de danificação na fechadura do gabinete 10, utilizado pela Vereadora Heloísa Cerri – PV. A administração determinou uma apuração minuciosa e técnica do fato que colocou em dúvida a segurança do prédio do Poder Legislativo”.
*Que denúncia? Quem denunciou? Comunicamos o fato a esta presidência, conforme oficio encaminhado no dia do ocorrido. Não houve denúncia, houve um comunicado. Diz o ofício encaminhado ao senhor presidente:*
“Com meus cordiais cumprimentos, venho mui respeitosamente à presença de
V.Exa. comunicar que nesta data, ao chegarmos para o trabalho às 8h,
encontramos _danificada a fechadura_ da porta do Gabinete 10, da Vereadora Dra. Heloisa Cerri. A porta encontrava-se fechada, porém sem a trava de segurança da fechadura. Diante do dano verificado ao tambor da fechadura, não permitindo usar a tranca da porta, de imediato solicitamos ao Senhor Newton, da Divisão de Suprimentos, que adotasse as providências para o devido reparo”.
V.Exa. também foi informado que, por motivo de *precaução*, a PM foi solicitada para produzir um boletim de ocorrência, medida que certamente seria adotada por qualquer outro gabinete que vivenciasse situação semelhante. O senhor, nobre Pastor Paulo, não adotaria esse cuidado? E o nobre colega Beto Machado, advogado que se cerca de leis, também deixaria de adotar medida semelhante? O senhor, nobre colega Valdemar,
teria atitude diferente?
Quanto à nota produzida por nossa Diretoria de Comunicação, exijo uma explicação desta presidência. Se foi concretizada uma apuração de denúncia, o presidente tem de receber os relatórios. É assim que funciona, ou vão falar que não?
Desta forma, exijo saber de quem é a responsabilidade da nota oficial *distribuída pela Diretoria de Comunicação*, falando em arrombamento e pior: assegurando que a segurança da casa fora colocada sob suspeição, querendo jogar os funcionários desta casa contra meus assessores.
*De onde tiraram essa colocação?*
Ora, senhor presidente, quem redigiu o conteúdo desta nota, com este tipo de afirmação provou total incompetência e quebra de hierarquia frente à sua função. Eu me recuso a acreditar que esta presidência pactuou com tudo isso. O linguajar utilizado na nota distribuída pela Diretoria de Comunicação parece ter sido feito sob encomenda para dar ao jornal o trampolim para produzir a matéria com o claro objetivo de me agredir e gerar assunto para que outras questões muito mais graves passem despercebidas.
Fizeram pior: deram suas interpretações e distribuíram uma nota para A IMPRENSA sem que esta vereadora, principal interessada em conhecer o resultado do tal laudo que investigou a fechadura, fosse comunicada!
Isso, senhor presidente, é, *no mínimo*, imoral, pra não dizer outra coisa.
Esse laudo existe mesmo ou querem* semear * que a segurança da casa fora colocada sob suspeição, querendo jogar os funcionários desta casa contra meus assessores?
O que mais me deu PENA, foi ver o Jornal Agora cair no descrédito quando publica uma matéria mentirosa, caluniosa e outro Jornal, o Gazeta do Oeste, divulgar a mesma informação pautada na verdade. Quem leu um e depois o outro percebeu na hora a verdade dos fatos. Desde o início da atual legislatura, que o Jornal Agora vem atacando alguns legisladores.
Não bastasse a perseguição aos vereadores que *teimam* em fiscalizar o Executivo, o jornal não tem medido esforços para atingir toda a Casa.
E o que muito me admira, é que esta presidência aceita *passivamente*, nos transmitindo a sensação de que concorda com tudo aquilo que é escrito. Mais uma vez, esta vereadora foi alvo do conhecido veneno destilado pelo jornal alicerçado em uma nota malévola, mentirosa. O Gazeta fez o seu trabalho, investigou.
*Afirma a referida matéria: “as afirmações de Iris Moreira eram inverídicas e sem fundamento”*.
*Que afirmações?* Esta é mais uma grande MENTIRA. Minha assessora estava
a trabalho na capital mineira e em nenhum momento participou das providencias quanto ao fato ocorrido. Não sei quem mais repudio, se o jornal ou a nota produzida pela *Diretoria de Comunicação desta Casa.
*Senhor presidente, como sou cumpridora das leis, respeitadora da hierarquia, entendo que quando se publica uma NOTA OFICIAL em nome da Câmara, em papel *timbrado* desta Casa, pressupõe-se que seja do conhecimento desta presidência.
Caso a nota tenha sido produzida e distribuída sem o conhecimento do presidente, é fácil deduzir que esta *casa não tem comando* e que aqui está mesmo se transformando numa CASA sem transparência e regras, onde cada um faz o que bem quer. Por outro lado, caso a nota tenha sido autorizada pelo presidente, aí a *situação é muito mais grave*. Mais grave porque esta presidência teria assumido o ônus da mentira, ao falar
em arrombamento do gabinete.
Além disso, na caluniosa matéria, está escrito no mentiroso jornal Agora:
“*De acordo com o Diretor de Comunicação do Legislativo, José Vander Viegas, o presidente da Câmara, Edmar Rodrigues, depois de verificar o laudo, lamentou a precipitação da denúncia. Ainda segundo o assessor, a indignação não veio só do presidente, mas, dos servidores da casa”. *
Como fica? O senhor falou ou mentiu o diretor de comunicação que disse que o senhor disse?
O Diretor de Comunicação José Vander irá desmentir a afirmação escrita no jornal? Se sim, prova que o jornal é mesmo malicioso e persegue esta vereadora.
Quero provar aqui aos nobres colegas e a todos os presentes, que nosso gabinete tem evitado semear a discórdia. Um recente episódio, ao qual não demos nenhuma publicidade, mostra que queremos a paz.
Vejam os senhores que um requerimento idealizado por esta vereadora e assinado também pelos nobres colegas Valdemar, Edson Sousa e Geraldinho da Saúde, encaminhando à_ Mesa Diretora um anteprojeto de resolução propondo alterações no regimento desta casa, pasmem os senhores, foi parar na Prefeitura.
Tal fato seria motivo de posições sérias, duras por parte desta vereadora. Entretanto, preferimos analisar a questão como um simples engano e buscamos uma solução sem dar publicidade a este escandaloso e crasso erro.
Agora, diante da posição escancarada da Diretoria de Comunicação que deixa entrever que possa estar a serviço de terceiros, criando fatos que desviam a atenção de problemas bem mais sérios que acontecem nesta Casa, começo a acreditar que este evento também pode não ter sido fruto de uma distração.
Senhor presidente, frente a estas imoralidades, *exijo* que seja nomeada nesta sessão uma Comissão Especial para que sejam apuradas as responsabilidades na produção e divulgação da tal Nota Oficial, e que seja feita com a mesma agilidade com que se criou a Comissão para investigar se minha assessora, de fato, teria encaminhado e-mails para
toda a cidade.
Peço também que o *responsável* pela redação da nota seja identificado. Quem escreveu? Quem distribuiu a nota mentirosa para a imprensa?. Após identificado, exijo que este funcionário seja afastado *imediatamente* de suas funções até que a Comissão conclua a investigação, por não ter qualificação para ocupar este cargo. Errou comigo e poderá no futuro errar com os colegas.
Senhor presidente, lamento, mas sou obrigada a dizer *que o senhor também está sob suspeição*, já que o jornal que nos persegue publica citação atribuída à V.Exa., dando conta de sua indignação com as medidas adotadas por meu Gabinete no caso da fechadura danificada. Portanto, estando sob suspeição, peço que V.Exa. tenha a hombridade, se afaste desta presidência até o fim das apurações, para permitir que a comissão faça a investigação sem sua ingerência.
Ao final da investigação, se comprovada a culpa do funcionário que produziu a nota, este deverá ser punido conforme determina a lei. Caso se comprove que a nota foi idealizada e autorizada por V.Exa., não terei outro caminho, a não ser convocar a Comissão de Ética.
No exercício do meu trabalho enquanto vereadora, solicito, que seja nomeada ainda *nesta sessão* uma comissão especial, para investigar os gastos com publicidade tanto *desta Casa* quanto *da prefeitura* com o Jornal Agora, Rádio Sucesso, Guia Pemafa, TV Candidés e todos os órgãos que já receberam verbas publicitárias.
Assim podemos dirimir as duvidas que foram lançadas ao nobre colega Pastor Paulo que deste mesmo Púlpito se defendeu. É um pastor, um homem que leva a palavra de Deus e não deve mentir. Ele foi acusado de receber verbas públicas a título de publicidade. Esta investigação servirá para, também, esclarecer esta situação.
Cansei de esperar resposta aos ofícios que fiz solicitando esta informação, não sei por quais motivos, *tanto esta Casa quanto o Executivo, se recusam a enviar a resposta, descumprindo a LEI*.
Para concluir, senhor presidente, informo que, *caso* a Comissão Especial não consiga produzir resultados satisfatórios, e em tempo ágil, *vou então pedir a formação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito*. Chega! Vamos esclarecer tudo de uma vez. Esclarecer as
denúncias soltas nos corredores e nos gabinetes. Uma CPI mostrará muito mais podres do que se imagina.
Tenho informações de que agências de publicidade, tanto de Divinópolis quanto de Belo Horizonte, estão sendo utilizadas para esquentar notas com o objetivo de esconder os verdadeiros autores que levam o dinheiro do município a título de publicidade. Isto precisa ser fiscalizado e estou aqui para isso.
Creio que adotadas estas providências, sem interferências externas, descobriremos *a serviço de quem* está esta presidência. Se está a serviço do Legislativo, será um alívio para todos nós. Porém, se estiver à serviço de forças externas, o Ministério Público já estará ciente do lamaçal que se transformou esta Casa, pois solicito que tão logo esta
ata, com o meu pronunciamento esteja pronta, que me seja repassada uma cópia, para que seja protocolada no Ministério Público.
Quanto a mim, não desistirei da minha missão. Não serão os inimigos externos e principalmente os internos que me obrigarão ao silêncio. Se hoje estou vereadora, fui conduzida até aqui pelo voto popular. Serei ainda mais intransigente como fiscalizadora cumprindo a principal missão para a qual fui eleita.
Quem viver verá!





