O prefeito de Divinópolis Vladimir Azevedo confirmou, hoje (25), que as Comissões montadas para estudar a questão do hospital público chegaram à conclusão que a unidade deverá ser construída e não mais adaptada no prédio do Santa Mônica.
Duas comissões haviam sido montadas, compostas por técnicos, vereadores da comissão de saúde e equipe do governo. Uma avaliaria a compra de um Hospital já construído, para ser adaptado, ou a construção de um novo e a outra analisaria os custos de todo o processo.
Depois de emitido o relatório pela construção de um novo hospital foi assinado, na quarta-feira (24), e publicado na quinta (25), o decreto que declara de utilidade pública para fins de desapropriação um terreno de 50 mil m². Também foi encerrado o decreto que declarava o Hospital Santa Mônica de utilidade pública.
A construção será um investimento do estado que ficará entre R$20 e R$24 milhões, o prazo de duração das obras deverá ser de 18 meses. Num primeiro momento serão disponibilizados 100 leitos, mas uma das principais razões pela escolha em construir é a possibilidade de expansão.
A opção pela construção do Hospital Público se deu não somente pela possibilidade de expansão (no novo terreno poderão ser feitos mais até 500 leitos se necessário), como também pela quantidade de leitos disponíveis de imediato (no Santa Mônica seriam somente 60), a diminuição de custos e tempo (adaptar o Santa Mônica seria mais caro e demorado) e, primordialmente, para não se extinguir uma unidade de saúde e sim criar outra. “O público e o privado se complementam” disse Vladimir
Pelos mesmos critérios também se avalia o Hospital São João de Deus, que não será comprado, mas recebe o apoio do governo municipal e do deputado estadual Domingos Sávio para o desentrave da verba de R$5 milhões do Pró-Hosp que está parada – uma reunião para se discutir o assunto acontecia na tarde de hoje (25) – e a partir de janeiro deverá disponibilizar mais 60 vagas para o SUS.
“O HSJD continuará sendo o nosso carro chefe para os atendimentos de alta complexidade e o hospital público para os de média complexidade”, esclarece o prefeito.
Os responsáveis pelo projeto e pela gerência do hospital
O arquiteto Domingos Fiorentiri, de São Paulo, responsável pelo projeto do hospital público de Uberlândia, já havia emitido um parecer no mesmo sentido que avaliou a Comissão pela construção do hospital e poderá ser o responsável pelo projeto em Divinópolis, mas Vladimir afirma que uma licitação deverá ser feita ou averiguada a hipótese de dispensa de licitação.
“O que sabemos é que queremos um hospital aos moldes de Uberlândia: moderno e ambientalmente correto”, completa.
A comissão de avaliação continuará seu trabalho, pois a forma de administração do hospital que não será mais municipal ainda não está definida. De acordo com Vladimir, isso poderá ser feito por meio de entidades capazes de gerir a unidade “para a parte do custeio existem várias hipóteses, prefiro não comentar”, finaliza.
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