Hospital Santa Mônica parece carta fora do baralho

Publicado por: suporte

A celeuma da construção do hospital público em Divinópolis ainda continua. Várias discussões se seguiram e ainda não se chegou à melhor opção, no entanto, alguns pareceres como o do médico e arquiteto Domingos Fiorentiri, de São Paulo, já foram emitidos no sentido de que a compra do hospital Santa Mônica não seria uma boa escolha.

Fiorentini foi convidado pela secretaria municipal de saúde para orientar os trabalhos de duas comissões que foram montadas, na semana passada, para estudar a questão do hospital público. Uma delas avaliará a construção e a outra ficará responsável por analisar o custeio, delas fazendo parte os membros da Comissão de Saúde da Câmara.

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A vereadora Dra Heloísa Cerry conta que Fiorentini, o qual tem a experiência de ter projetado mais de 500 hospitais, afirmou que comprar o Santa Mônica seria a compra do caos.

Cerry ainda disse que, em visita a Uberlândia, que possui um hospital público modelo, o secretário de saúde responsável pela construção deste já havia dado o mesmo parecer de Fiorentini, afirmando que “é melhor comprar o sapato certo do que cortar os pés para que caiba nos sapatos”.

O vereador Geraldinho da Saúde (PR), presidente da comissão de saúde da Câmara, disse que a discussão já é um grande passo, pois nenhum outro governo se propôs a discutir a construção de um hospital público e que agora se estuda a possibilidade de se fazer algo semelhante a Uberlândia, “com uma construção horizontal que aproveite ao máximo a luz ambiente, ecologicamente correto”, diz Geraldinho.

O projetista do Hospital de Uberlândia também foi Domingos Fiorentini que agora se propõe a estudar o melhor modelo para Divinópolis, “ele vai mandar uma proposta com 250 leitos dentro de 15 a 20 dias, para a comissão estudar”, conta o vereador que ainda propôs algumas opções para se remediar a situação do SUS, como a compra de leitos em hospitais privados, até que a obra fique pronta.

No entanto a secretária de saúde Cherrie Mourão diz que a compra do Hospital Santa Mônica ainda não foi completamente descartada, pois será necessário o fim das análises pela comissão montada para essa finalidade, “é uma opção que está sendo estudada, assim como a opção de construção do novo hospital e precisamos ter todos os pareceres das comissões que estão estudando as duas opções para que agente possa opinar”, disse.

A secretária explica que comprar leitos em hospitais privados não é possível, o que se pode tentar é um credenciamento dos hospitais privados temporariamente, “isso não uma opção a ser descartada não”, disse.

Ainda mencionou a ajuda proporcionada pela expansão do Hospital São João de Deus, o qual destinará 60 leitos ao SUS, “é uma construção que será rápida”, lembra. A secretária também falou da possibilidade de internação domiciliar que proporcionará um alívio até que a questão dos leitos esteja resolvida.

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Maus atendimentos

A falta de leitos não é o único problema enfrentado por quem depende do Sistema único de Saúde – SUS, várias são as reclamações de mau atendimento em Pronto-Socorro e postos de saúde.

Para tentar pelo menos melhorar a qualidade dos atendimentos proporcionada pelas pessoas que trabalham pelo SUS a secretaria de saúde estuda uma forma de bonificação para aqueles que desempenharem bem suas funções

“Nós lamentamos muito esse mau atendimento aos usuários. Para se conseguir a modificação no comportamento desses profissionais, várias ações precisam ser feitas, lógico que as melhorarias das condições de trabalho, estrutura física e equipamentos estão entre elas e estamos tentando corrigir, mas, principalmente, é importante que façamos uma revelação para nós mesmos e entre eles de quem está trabalhando bem e quem está trabalhando mal, quem está sendo bem avaliado pelo usuário e quem não está”, disse Cherrie Mourão.

De acordo com a secretária se não forem criados mecanismos para essa avaliação o panorama não se modifica. Para isso está sendo criado, com a ajuda de representantes da classe médica, uma maneira de avaliar e premiar os profissionais que estão desempenhando bem sua função, tanto no que se refere a acolhimento aos usuários, que seria avaliado pelo próprio cidadão, quanto a produtividade, por meio de indicadores.

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