Divinópolis corre o risco de ficar sem representante na Assembléia Legislativa

Publicado por: suporte

Falta pouco mais de ano para a realização das convenções partidárias que definirão as chapas para a campanha eleitoral de 2010. Entretanto alguns candidatos a deputado estadual já estão francamente em campanha.

Vários nomes surgem na mídia como candidatos em busca de visibilidade, embora pela estrutura politico-financeira a metade deve desistir. O custo da campanha é um dos motivos de desistências. O valor oscila de acordo com o candidato. A força política ou a coligação que o apóia é um dos elementos que influencia nesse custo.

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Economistas da área política calculam que cada eleitor estaria em torno de R$15 reais per capita. Isso sem considerar o caixa dois.

Em Divinópolis, fala-se em Eliana Piola (PSDB), Demetrius Arantes Pereira, Rinaldo Valério (PSB) e José Francisco Martins (PDT), Marcos Vinicius (PT), Geradinho Martins (PR) como prováveis pré-candidatos.

Eles representam grupos políticos específicos, com projetos próprios, até mesmo conflitantes.

Demetrius e Marcos Vinicius podem se candidatar pelo mesmo grupo, já que o ex-prefeito está sendo cortejado pelo PT.

Eliana Piola e José Francisco Martins orbitam no grupo que tem o deputado estadual Domingos Sávio e o prefeito Vladimir de Faria Azevedo como mentores.

Geradinho e o deputado estadual dr. Rinaldo Valério têm projetos eleitorais irreconciliáveis, salvo se um deles renunciar à candidatura .Alguns destes pré-candidatos enfrentarão dificuldades para alcançar suas pretensões em 2010.

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Político que não disputa eleição acaba perdendo espaço no seu partido e junto ao eleitorado, nesta ótica, José Francisco Martins corre contra o tempo. A última eleição que disputou foi em 2000. Neste espaço de tempo, ele viu a eleição de Dr. Rinaldo
Valério a vice-prefeito de Demetrius e a chegada do médico a deputado estadual.

Assistiu também à eleição de Fabiano Tolentino para vereador, com estrondosa votação de sua base eleitoral: a juventude. Citamos este dois políticos porque ambos foram filiados ao PPS, quando o vice-prefeito Chiquinho era presidente do partido. A eleição para vice-prefeito atenua esta situação, embora este cargo no Brasil tenha pouca força política e quem fica exposto é o candidato a prefeito. Contudo, agora ele tem a máquina administrativa da prefeitura a seu serviço e 22 meses para trabalhar sua candidatura.

Mas estar no Executivo é faca de dois gumes, ajuda mas pode atrapalhar. Em 2006, o último candidato eleito dentro do PDT obteve 47.428 votos, foi Paulo César, que hoje é prefeito de Nova Serrana.

Eliana Piola como coordenadora especial de Políticas para as Mulheres da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, está desenvolvendo ações de governo em defesa da classe feminina por todo o Estado. De 2008 a 2011 sua secretaria conta com verba federal no valor de R$ 54 milhões, dinheiro que está sendo usado para fortalecer a rede de atenção de atendimento à mulher vítima de abusos. É uma pré-candidatura que terá apoio do PSDB local, regional e estadual, além de constranger possível apoio tucano a outra candidatura fora do ninho. Eliana, seguramente, construiu base eleitoral que a credencia para disputa eleitoral, objetivando a Assembléia Legislativa.

Dr. Rinaldo Valério vai para a disputa da reeleição a deputado estadual. Em 2006, foi votado em 189 cidades mineiras e eleito com 23.008 votos. Seu atual partido, o PSB, em 2006 não elegeu deputado estadual. O mais votado foi Vílson da Fetaemg com 47.485 votos e ficou como suplente.

Em 112 municípios a media de votos de Rinaldo ficou em torno 1 a 5 sufrágios. Isso equivale dizer que 59% dos seus votos estão nesta faixa. Ele sabe que precisa encorpar esta votação.

A média de Domingos Sávio em 2006 para esta faixa de voto ficou em torno de apenas 23%. O gargalo que estes seis pré-candidatos vão enfrentar será a divisão de votos. Em 2006, Divinópolis tinha 143.843 eleitores. Para deputado estadual ficaram 93.160 votos nominais e 11.432 votos de legendas. 39.251 votos se perderam entre abstenção, brancos e nulos. Dos votos válidos, 31.838 foram para candidatos de fora. Se esta média de votos se repetirem em 2010, os candidatos da terra terão 72,72% dos votos válidos para disputar.

Em 2006 os votos para candidatos de fora e brancos, nulos e abstenções juntos somam 71.089 votos. É muito! Os candidatos da terra precisam buscar meios para sensibilizar os eleitores que anulam seus votos, a não usarem deste artifício, que acaba prejudicando a cidade.

Seis pré-candidatos a deputado estadual é um número excessivo para o colégio eleitoral divinopolitano.

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