Todos os dias, antes de começar o expediente da secretaria da fazenda, aproximadamente 7h50, os funcionários do 13º andar se reúnem para fazer algo incomum no serviço público, orar. De mãos dadas rezam o Pai nosso e logo após lêem o trecho bíblico correspondente ao evangelho do dia da Igreja católica.
O rito se inicia com todos de mãos dadas pedindo para edificar o meio e expondo as intenções pessoais de cada um. João Ribeiro, um dos funcionários que teve a iniciativa do gesto de fé há cerca de dois anos, diz que a união demonstrada na oração acompanha o relacionamento dos colegas durante todo o expediente.
“Antes tínhamos muito problema de relacionamento aqui, agora, nós levamos o momento de oração e reflexão bíblica para o trabalho e procuramos compreender as dificuldades dos outros”, conta João.
A palavra da quarta-feira (13), era João XV, 1 – 8, a parábola falava da videira que deveria produzir frutos ou seria cortada e que, para produzi-los, os ramos deveriam estar ligados ao galho, “da mesma forma a pessoa deve estar ligada a Cristo para produzir frutos para Deus, ou Ele nos podará, para que possamos crescer” explicava o funcionário.
João ainda conta que, do momento, participam pessoas de todas as crenças e que cada dia um tem a função de levar a palavra de Deus, “uma das precursoras é evangélica, Iara Pardini, eu e Maria de Lourdes, que também está desde o começo, somos católicos, mas todos ajudam e participam”.
O Secretário da Fazenda, Antônio Carlos de Oliveira Castelo, diz que cada dia a oração acontece em uma sala, abençoando local por local e afirma o benefício do ato, “cada um na sua fé é importante, o próprio ambiente de trabalho fica mais tranqüilo, todos trazem as suas dificuldades”.
O gesto de fé não acontece somente no 13º andar. De acordo com João Ribeiro algo semelhante é experienciado no 7º. A iniciativa parece estar se espalhando e no que depender de oração, o governo “vai muito bem, obrigado”.






