Confecção: presidente do Sinvesd diz que a crise existe para quem não se preparou

Publicado por: suporte

Apesar de o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged colocar o setor confeccionista como o segundo que mais demitiu esse ano, Antônio Rodrigues de Araújo Filho, presidente do Sindicato da Indústria e Comércio de Divinópolis – Sinved, afirma que a situação não é tão crítica quanto parece e que as empresas que souberam investir estão sofrendo bem menos ou nem mesmo sentem os efeitos da crise.

O presidente do Sindicato diz que a crise teve peso sim, mas, para o vestuário não é tão grave quanto parece, pelo menos não para àqueles que se especializaram e investiram. Ele conta que, existe no setor, uma sazonalidade, que pode ter coincidido com o que dizem ser efeito da famigerada, “normalmente, mês de janeiro, fevereiro e meados de março é mesmo tempo de desaceleração da indústria de confecção e dispensa dos contratos temporários”.

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Outro fator apontado por Antônio Rodrigues é que realmente existe uma cautela do consumidor em comprar, uma barreira para os empresários e donos de empresas que não se especializaram, não conhecem seu público-alvo, “existem empresários e donos de empresas. Os donos de empresa vendem o que está na moda, se hoje é borracha, vendem borracha e se amanhã é régua vendem régua”, ironizou.

Nos últimos quatro anos, houve uma mudança na indústria confeccionista de Divinópolis que começou há seis anos quando se passou a perceber a necessidade de se destacar naquilo que faz; contrataram estilistas, investiram “começaram a ver que se diferenciar não é um bicho de sete cabeças”, disse o presidente do Sinvesd que, junto ao SEBRAE, trabalhou em vários cursos para o aperfeiçoamento do setor. Percepção importante num momento em que o mercado se encontra extremamente competitivo. Segundo dados da Abravest, de 94 a 2009, as empresas de confecção foram de um número de 16 mil para 31 mil e 500.

Em 2008, aproximadamente 40 empresas associadas participaram de oficina de design, curso de Planejamento e Controle da Produção – PCP, treinamento para atendentes e curso de vitrinismo, levando o setor ao aperfeiçoamento. “Esses são os verdadeiros empreendedores”, disse Rodrigues referindo-se àqueles que se anteciparam à crise.

Exemplo disso é Cassius Marcelo Ribeira, da empresa Dyfteria, moda jovem feminina, que afirma não estar sentindo a crise, “acertamos nosso público-alvo, por isso a crise não está influenciando”. Cassius afirma que em sua empresa não houve nenhuma demissão e que sentiu pouca interferência da crise no final do ano passado. De acordo com ele, é verdade que as decisões de investimento forão adiadas porque existia certa apreensão do que aconteceria, mas que em março a situação já se estabeleceu e a expectativa é de expansão.

DYFTERIA (Outono – Inverno 2009)


Outro empresário exemplo de sucesso é Edilson José da Costa, da Sassafrás, moda adulta feminina. De acordo com ele, seu quadro não mudou, “estou querendo é admitir funcionários”, contrapõe. Costa explica que se aperfeiçoou, buscou ajuda nos grandes centros e se adaptou ao seu público alvo. “Sei que tem mulheres que não querem calça baixa, ou querem tampar os braços porque já não se sentem à vontade com eles”

Segundo Edilson , é preciso que cada um conheça seu nixo “não adianta dar tiro para todos os lados, é preciso crescer com qualidade”, orienta o empresário que teve seu empreendimento eleito pelo programa da TV Globo Pequenas Empresas Grandes Negócios como exemplo de sucesso em março desse ano.

Edilson JOsé da Costa (Diretor Sassáfras)


Mas uma boa notícia para todos é que, assim como Cassius acredita, o presidente do Sinvesd também confia que, a partir do segundo trimestre, o setor comece a se normalizar. Previsões mais otimistas que os a maior parte dos economistas do mundo que esperam que a crise passe somente perto do fim do ano ou ainda em 2010.

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