Em entrevistas, Aécio varia as entradas, mas o prato principal é sempre o mesmo, as prévias

Publicado por: suporte

Entrevista em Cláudio-MG

Assuntos: Investimentos em Cláudio e prévias do PSDB

Continua depois da publicidade

Governador qual a importância de mais uma inauguração de mais uma escola?
Na verdade, para Cláudio e para região, um novo instrumento de desenvolvimento. Se em qualquer tempo já seria importante nós termos aqui uma escola como essa, de formação profissional, para atividades que potencialmente na região tem enorme espaço; em momentos de crise, essa inauguração é uma sinalização muito clara da confiança da Federação das Indústrias de Minas Gerais no crescimento do Estado, nessa região em especial, e mais uma demonstração de que a parceria setor público e setor privado, em Minas Gerais, tem trazido resultados muito importantes. Nós, nesta semana, anunciamos investimentos importantes da Usiminas, por exemplo; novas empresas estão vindo para Minas Gerais e acho que é dessa forma, uma relação muito transparente, mas muito próxima entre setor público e setor privado que Minas vem dando bons exemplos de como enfrentar a crise. Então, para Cláudio, que á minha terra, essa é uma obra histórica, mas para a população, para as novas gerações que vivem nessa região, será mais uma oportunidade de se qualificarem e enfrentarem a competição do mercado de trabalho de forma mais adequada.
 
O senhor se encontra em clima de pré-eleição?
Não. Eu sou governador, essa é a minha prioridade. Continuo governando Minas Gerais, continuarei até o último dia que me for possível, realizando obras, anunciando investimentos. Dentro de três semanas estaremos dando a ordem de serviço para início do último trecho de Proacesso de Minas Gerais. Significa que aquele compromisso assumido lá atrás, de levar asfalto a todas as cidades mineiras, está sendo integralmente cumprido, e não há nada melhor para um homem público do que cumprir os compromissos assumidos. Estou aqui do lado do Dr. Robson (Andrade) cumprindo mais um compromisso que assumimos em maio do ano passado, quando aqui estivemos ao lado do prefeito Adalberto, ao lado das lideranças da região. Eu quero aqui também afirmar e comunicar desde já, que a obra da subestação da Cemig será antecipada a sua entrega já para agosto deste ano e eu estou autorizando ao DER atender um reivindicação justa dos estudantes aqui de Cláudio e nós vamos fazer a correção desse trevo, para que haja necessidade de um contorno maior que existe hoje para aqueles que estudam aqui, principalmente à noite. É o atendimento a mais uma demanda que foi trazida pelas lideranças políticas, pelo prefeito municipal e é dessa forma que nós vamos continuar trabalhando, campanha é no ano que vem.
 
Governador, mas as prévias do PSDB acontecem? Como o senhor está se articulando pra isso?
Eu recebi ontem em Belo Horizonte a visita do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, e do secretário geral, deputado Rodrigo de Castro. A etapa que está sendo cumprida agora é da consulta aos vários diretórios, em relação a sugestões de como ela deve ocorrer. Dentro de 15 dias, portanto, o partido tem condições de regulamentá-la. E as prévias, eu repito, elas têm que ser vistas como instrumento de mobilização do partido, de difusão de ideias, de construção de um projeto para o país. Tenho conversado com o governador José Serra, a minha ideia é propor a ele uma agenda comum, que seria construída pelo partido nos próximos 4 ou 5 meses, onde nós poderíamos, juntos, estar visitando as várias regiões do Brasil discutindo exatamente o que o Brasil busca, quais as bandeiras que o PSDB deve empunhar no pós-2010, após o governo do presidente Lula. A partir daí, e não havendo um entendimento, é natural que essa discussão ocorra na prévia de forma absolutamente respeitosa e convergente.

Entrevista no Minascentro
Assuntos:
Prévias no PSDB, senador Tasso Jereissati e Salão Mineiro de Turismo

Ontem na visita do senador Sérgio Guerra, ele deu alguma informação mais concreta sobre as prévias?

Na verdade, nós temos feito avaliações periódicas. Eu converso com o senador Sérgio Guerra permanentemente. Na verdade, as coisas caminham dentro de tudo que foi estabelecido. Eu continuo achando importante que possamos ter uma agenda conduzida pelo partido, nos próximos quatro ou cinco meses, de visita das principais lideranças do partido pelo país, incluindo o governador Serra, os nossos líderes na Câmara e no Senado. Enfim, vamos usar isso como instrumento de mobilização das nossas bases. O presidente Sérgio Guerra concorda com isso, ficou de estabelecer uma agenda para essas viagens até agosto e estamos ultimando as consultas. O secretário geral do partido encaminhou uma consulta buscando informações ou sugestões em relação às prévias a todos diretórios do partido, dentro de 15 dias, ele deve ter recebido essas sugestões e a partir daí, as prévias estão prontas para serem regulamentadas. A discussão em relação a data, se seria melhor no fim do ano ou no início do ano que vem; eu continuo achando no final deste ano. As coisas continuam adequadamente, eu acho que agora nós temos que continuar fazendo o que estamos fazendo, trabalhando, governando; enfrentando com responsabilidade, mas também com algum otimismo, a crise. Os números, os últimos de Minas Gerais, pelo menos nos sinalizam que passamos pelo pior momento. O anúncio de novos investimentos ou a confirmação de outros, como ocorreu essa semana, é um sinal muito importante para que nós possamos planejar os próximos meses, eu continuo acreditando firmemente na capacidade do Estado de cumprir o orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa, talvez seja Minas, um dos poucos estados a conseguir isso e paralelamente nos finais de semana, nós começaremos a fazer esse tipo de viagens. É possível que ainda no final deste mês que nós estamos, abril, nós estejamos fazendo uma visita ao Estado do Ceará.
 
Então as prévias são inevitáveis?
Acredito que sim. A possibilidade de as prévias não ocorrerem é se não houver disputa. Isso só o tempo dirá. No quadro atual de hoje, as prévias são uma conseqüência absolutamente natural.
 
Governador, essa denúncia contra o Tasso Jereissati, segundo o senador Sérgio Guerra, foi um dos motivos do senhor adiar essa viagem. O senhor acha que já faz parte desse processo eleitoral essa denúncia? Como o senhor analisa?
Olha, se fizer, é lamentável. Para mim, o Tasso Jereissati é um dos mais corretos homens públicos deste país. Nós que acreditamos, por exemplo, na gestão pública eficiente, como instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas, devemos dar ao Tasso esse pioneirismo. Foi no seu primeiro governo no Ceará que o Brasil conheceu o primeiro modelo de gestão pública eficiente, com metas, com cobrança de resultados. E ao longo de sua vida só deu demonstrações de altíssimo espírito público e de uma correção inabalável. Não há nenhuma ilicitude naquilo que foi colocado, como se assim fosse. Eu tenho pelo senador Tasso enorme respeito, digo isso de público, continuo a ter esse respeito, e o PSDB se orgulha muito de tê-lo como uma de suas principais lideranças. É preciso         que – se isso seja parte do processo eleitoral – as pessoas tenham mais cuidado. O Brasil amadureceu, a população brasileira quer ouvir um debate de ideias, de propostas, onde as ideias colidam umas com as outras, onde a disputa seja não personalista, não de pessoas, mas entre projetos e entre propostas.
 
Pelo que o senhor falou, então as prévias acontecem. Esse entendimento que o senador quer agora, esse entendimento vai acontecer depois das prévias?
Eu acredito que sim. As prévias devem ser vistas como instrumento de mobilização do partido e com muita naturalidade. O que eu tenho proposto, isso é cristalino, é claro, é que nós tenhamos ainda neste primeiro semestre, talvez até o mês de agosto, uma agenda comum, não de disputa, uma agenda comum onde nós viajemos juntos, conversando com as nossas bases, ajudando a construir nossos palanques regionais. Nós sentimos nas últimas eleições a falta que faz palanques eleitores sólidos nas disputas estaduais para sustentar inclusive a candidatura nacional, o PSDB inclusive está fazendo algumas modificações. Esse foi um dos assuntos que nós conversamos longamente, de algumas direções estaduais, porque não avançar, não ampliar os quadros do partido, nós não podemos permitir que o partido, em nenhuma unidade da federação, sirva de instrumento a um projeto político individual, como ainda infelizmente existe. Então o senador Sérgio Guerra está tendo a coragem de reconstruir nesses estados o partido, ampliá-lo, trazer novas lideranças para o PSDB, e não tenho dúvida de que isso fortalecerá em muito a candidatura que o partido optar por apoiar.
 
Governador, os aliados do senhor estão achando o senhor está muito quietinho, que está faltando um pouquinho até um pouquinho mais de agressividade, até para o senhor se tornar mais conhecido nacionalmente.
Cada um tem o seu estilo. Eu tenho sempre a minha responsabilidade prioritária que é de governar Minas Gerais, felizmente com a compreensão dos mineiros, os últimos indicadores reafirmam realmente o apoio dos mineiros ao nosso governo. E tudo a seu tempo. Repito o que eu disse esta semana para vocês: a candidatura presidencial para mim não é um obsessão. Ela pode ser consequência de um trabalho. O que nós temos que fazer agora é definir quais as principais bandeiras que o PSDB discutirá com o Brasil. O que nós vamos fazer que não foi feito até aqui. Como dar continuidade aos avanços do governo do presidente Fernando Henrique e daqueles que vieram no governo do presidente Lula. Qual a nova agenda de Brasil. Porque se nós não fizermos isso, nós teremos amanhã um quadro eleitoral muito pobre, porque a disputa ficará personalizada, isso não é bom para o país.
 
O PSDB não tem projeto? É isso?
Acho que o PSDB, assim como todos os partidos brasileiros, que têm projeto de poder, devem atualizar-se. O mundo mudou, as prioridades de hoje são diferentes das prioridades da fundação do PSDB, quando falávamos em debelar a inflação, que era o nosso grande desafio. Nós enfrentamos e vencemos esse desafio. Agora o desafio novo é mais distribuição de renda, políticas alternativas para que aqueles que estão hoje reféns da política assistencial do governo possam inserir-se no mercado de trabalho, políticas de desenvolvimento regional setorizadas, efetivas, claras, que levem investimentos às regiões mais pobres do país. Essa é a nova agenda, gestão pública de qualidade. Nós estamos vendo hoje as conseqüências da gastança do tempo da bonança. O que ocorreu no Brasil é que no tempo da bonança houve excesso de gastança. E hoje se paga um preço alto em relação a isso em razão, principalmente, da inibição dos investimentos. Nós estamos vendo cortes em todas as áreas. Acho que esse tema da gestão pública de qualidade também deve ser introduzida na discussão da agenda do Brasil. É isso que eu tenho proposto aos meus companheiros de partido, devo ter uma conversa com o governador Serra logo após a Semana Santa, para tentarmos acertar essa agenda, e acho que as coisas caminham muito bem, e o PSDB, se trabalhar bem, com humildade, com muita seriedade, acho que tem grandes chances de vencer as eleições.
 
É possível haver o acordo entre o senhor e o Serra antes mesmo das prévias?
Pode acontecer antes das prévias, pode acontecer depois das prévias. O que é importante é que isso ocorra. E não tenho dúvidas de que estaremos juntos na disputa de 2010. Por uma questão básica, fundamental: nós acreditamos que é importante novas práticas de gestão pública serem incorporadas ao Brasil de hoje. Uma nova agenda, mais otimista, mais corajosa do ponto de vista das reformas a serem introduzidas no país. E nós estaremos juntos. Haverá o tempo das discussões internas, haverá o tempo da nossa união.
 
O senhor já foi presidente da Câmara dos Deputados, como o senhor acha que deveria ser regulamentada a questão dos gastos com viagens, que está sendo discutida lá?
Eu já fui presidente da Câmara dos Deputados, não sou mais. O que eu posso dizer apenas como contribuição é com absoluta transparência. Acho que tudo que é feito com transparência é compreendido. Acho que a Câmara deve buscar essa direção, agora é claro que essa é uma decisão que a Câmara tem que tomar e não cabe a mim me intrometer lá.
 
Sobre o Salão do Turismo.
Estamos tendo a oportunidade, não nós mineiros, mas também pessoas de outras partes do Brasil de conhecer a diversidade turística de Minas. Minas tem talvez o que nenhum outro estado brasileiro, todas as manifestações turísticas já muito consolidadas, seja por origem histórica, por exemplo, na nossa Estrada Real, o turismo das nossas instâncias hidrominerais, o turismo gastronômico, o turismo ecológico, que é um turismo que cresce de forma avassaladora, turismo religioso, turismo das grutas, enfim, é um complexo que se nós trabalharmos e temos trabalhado, e a secretária Erica tem feito um trabalho extraordinário junto, inclusive, com o setor privado, junto aos municípios. É muito importante que os municípios compreendam a importância de terem o seu plano diretor de turismo, todos eles terem o Conselho Municipal de Turismo e a partir daí o Estado dá o apoio para que haja divulgação desses circuitos. Nós estamos ajudando a preparar as pessoas, a qualificar as pessoas e a atrair investimentos para essa região. Portanto, não há nenhuma outra atividade, numa sociedade, cujo o resultado seja tão efetivo em relação ao gasto, ao investimento, quanto no turismo. No turismo o investimento que se faz é muito pequeno para o retorno que se pode ter. O turismo já é uma das principais atividades econômicas de Minas Gerais. É uma das principais alternativas, sobretudo em tempos de crise, quando nós estamos vendo as atividades industriais diminuindo o seu ritmo, nós temos no turismo talvez a mais vigorosa indústria, que a partir da ação também do Estado de qualificação de mão de obra, de recuperação, de estruturas dessas regiões, e a partir também da sua divulgação, acho que nós estamos também dando um passo concreto para gerar emprego, gerar renda para essas regiões, e ajudar Minas a superar a crise.

Entenda o caso Tasso Jereissati
Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” publicada nesta quinta-feira revela que o senador usou, entre 2005 e 2007, R$ 469 mil com fretamento de jatinhos. Os dados foram apurados no Sistema de Acompanhamento do Orçamento (Siafi). De acordo com o senador, o dinheiro não ultrapassa a cota de passagens a que ele tem direito.

Jereissati ainda se comprometeu a pagar o dinheiro de volta em dobro caso alguma irregularidade no caso seja comprovada. “Se eu gastei pelo menos igual a cota que eu tenho direito a esses seis anos, eu me proponho a pagar em dobro. Eu sou homem público, político, cearense, branco de olhos azuis, mas não sou responsável por essa crise do Senado”, disse, ironizado a declaração do presidente Lula de que a crise foi causada por pessoas brancas dos olhos azuis.

O regimento do Senado não proíbe o uso da verba indenizatória e da cota de passagens como fretamento de aviões, mas também não regulamenta a prática.

Continua depois da publicidade

“Nunca pedi autorização especial nenhuma. Apenas utilizei a burocracia normal, publica, fazendo ofícios ao diretor-geral perguntando e colocando que minha cota de viagem fosse pago a empresa TAM para fretamento de viagens, utilizando dentro da minha cota de viagens não utilizada. Nunca usei um tostão sequer acima da minha cota de viagem”, alegou, negando informação da reportagem da “Folha”, na qual é dito que o senador pediu autorização especial ao ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para usar o dinheiro em frete.

Esta manhã, o corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma (PTB-SP), descartou a necessidade de abrir sindicância para averiguar o caso do senador Tasso Jereissati.

Insinuações
Tasso ainda disse que o objetivo da acusação sobre o uso da cota aérea para fretar jatos era outro, segundo ele, insinuado na matéria. “Queriam dizer que eu comprei o avião da TAM com dinheiro público, o que é uma picaretagem, uma malandragem que nunca faria, que nunca vão conseguir provar porque nunca fiz”.

Em seu discurso, o senador ainda disse que frente ao rol de denúncias contra o Senado nas últimas semanas, e com a publicação de matérias por ele taxadas de injustas, há uma desilusão com o trabalho legislativo.

“Dá vontade de ir para casa, porque isto [Senado] está ficando insuportável, insustentável. Quem me conhece, sabe que isto aqui não me dá lucro”.

Defesa
A bancada tucana saiu em defesa de Tasso. O líder do partido Arthur Virgílio (AM) disse que o correligionário é digno de respeito, e que nunca fez mal uso de suas verbas.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que Tasso é um exemplo para o Brasil e que “ele paga para trabalhar”, pois estaria ganhando mais dinheiro caso se dedicasse exclusivamente à atividade empresarial.

Fonte: Agência Minas
Sem correção

Agencia Estado

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados