Um giro pela reunião ordinária da Câmara do dia 05

Publicado por: suporte

Tribunos

Marcos Antônio de Faria, morador da Vila Belo Horizonte, usou da tribuna livre para pedir que os vereadores articulassem um meio de os vales transportes recebidos pelos presidentes de bairro serem pagos em pecúnia.

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Atualmente o valor recebido pelos líderes comunitários, referente à sua locomoção para realizar o trabalho de reivindicar melhorias para seu bairro, passou a ser pago na forma dos cartões do Div-pas.

Faria argumenta que a Lei 4703 2000 somente impõe ao município que repasse o valor e não de que forma isso deve ser feito. Ele ainda diz que vários lideres comunitários revertiam o dinheiro da passaginha em cestas básicas para moradores em dificuldade e pede que os vereadores se posicionem a esse respeito.

Mirian Cristina Silva, falou da associação dos surdos de Divinópolis, da qual faz parte. O apelo da tribuna foi para que as pessoas se interessassem mais pela causa, principalmente em aprender a linguagem dos sinais.

Ela afirma que poucas pessoas se interessam pela causa. “Eu sou uma cidadã que se apaixonou pelos surdos”, exemplifica ela, pedindo o esforço de outros ouvintes para a aprendizagem da língua brasileira de sinais – libras. “Eu aprendi libras na cama do hospital onde estudei por quinze dias e os surdos foram me ensinar”.

Mirian conta que hoje são cerca de 70 surdos associados a SSdiv, onde ela exerce a função de secretária. A nova associação busca caminhos diferentes para objetivos distintos. Ela fala da dificuldade dessas pessoas se comunicarem “hoje recebi uma mensagem no celular às 6h30 da manhã de uma surda pedindo ajuda para explicar a um ginecologista o que estava acontecendo com ela”.

“Lutem e divulguem para que a prefeitura coloque interpretes nos postos” insiste ela com os vereadores. Mirian conta que somente o Centro de Atendimento ao Cidadão da Câmara tem um trabalho especializado voltado para os surdos e que Andréia, a interprete do setor, vive acumulando trabalhos porque existem poucas pessoas especializadas na área. Mas ainda faz um alerta “O CAC está fazendo propaganda na televisão e não tem interprete no comercial”. Pequenos detalhes que fazem a diferença para os surdos.

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Tenham consciência do cenário dos surdos, é o último apelo deixado.

Falas dos Vereadores

Edson Sousa (PDT) afirma que ficará calado até dia 10 de abril! Disse isso devido aos ecos que sua fala tem tomado na imprensa.

“Ciúme de homem político é o pior que existe”, outra declaração de Edson. Justificando a frase, ele afirma que já havia proposto, anos atrás, um projeto de lei que fazia uma parceria com a PM para que policiais militares fossem treinados para se comunicarem pela linguagem dos sinais e que obrigava que cada vereador a manter em seu gabinete duas pessoas que saibam falar em língua de sinais, mas os vereadores da época não aprovaram.

Beto Machado( PSDB) disse 70% dos focos são encontrados nos lotes vagos e que Minas é o segundo recordista em número de infectados pela dengue. Ele afirmou que já prepara um projeto para que essa situação seja modificada com a penalização dos responsáveis pelos lotes.

Edmar Rodrigues indicou ao prefeito a criação de um projeto que isentaria os recrutas do tiro de guerra do pagamento dos vales transportes e propôs, inclusive, um convenio com empresas para que estes trabalhassem meio período recebendo meio salário, havendo, assim, a iniciação no primeiro emprego.

A saúde gera polêmica na Câmara
Jogo de empurra-empurra gera longa conversa sobre o caos na saúde

Geraldinho da Saúde PR, após a perda da mãe, usou sua fala na reunião de quinta-feira (05) para, novamente, alertar sobre a situação da saúde em Divinópolis. Muitas pessoas pegaram o bonde andando e seguiram a linha de defender ou atacar possíveis culpados pela calamidade.

O vereador do PR disse que não caberia culpar “a” ou “b” pela situação. Edson Sousa respondeu que nesse alfabeto de incompetência a culpa não é do P (de povo). Talvez seja do “n” de nós”.

Valdemar da Pamer entrou na dança e afirmou que o Pronto Socorro trata-se de um açougue, ainda afirmou que a saúde pública está uma vergonha. Heloísa Cerri concordou dizendo que nem mesmo banco de sangue existe no PS.

Com medo de que a culpa recaísse sobre o deputado do mesmo partido, ou sobre o prefeito, Vladimir Azevedo, Rodson do Zé Milton (PSDB) disse que na época em que Domingos Sávio era prefeito havia mais de 560 leitos e a cidade tinha 160 mil habitantes e que agora com o Município muito maior tem-se pouco mais de 200 leitos.
Continuou, afirmando que nada se resolve em um passe de mágicas e propôs que aqueles que tem críticas oferecessem soluções.

Valdemar acusou: “a culpa é exatamente de Domingos Sávio que governou a cidade já com vistas a ser deputado e por isso atraiu grande número de doentes das cidades vizinhas”. Ainda afirmou que alguns prefeitos preferem não ter trabalho com seus enfermos e não se mobilizam para que sua própria cidade tenha condição de atendê-los.

Longa delonga prosseguiu sobre o assunto, Geraldinho apontou as equipes de saúde familiar, atendendo em casa, como solução para desafogar o Pronto-Socorro Adair Otaviano disse que não adianta porque os profissionais não tem boa vontade para fazê-lo, exemplificando inclusive um caso de um amigo pessoal que morreu provavelmente por omissão.

Bate boca

Vossa exelencia é defensor ferrenho do deputado, disse Valdemar da Pamer (PMDB) a seu opositor partidário Rodson do Zé Milton (PSDB). “Ruim sem ele, como você disse, muito pior sem ele”, responde Rodson. Os dois falavam sobre a longa discussão em torno do tema saúde. A briga partidária entre o peemedebista e tucano terminou com a leitura de um tipo de release do Deputado Domingos Sávio sobre as conquistas para a saúde de Divinópolis e com um puxão de orelha Fabiano Tolentino “parabéns pelo debate, mas ele tem que ser amenizado, peço que tenhamos um limite para não perdermos o foco do trabalho”.

Depois do pingue sobre a questão da saúde que teve longa duração o presidente interino da mesa diretora, vereador Adair Otaviano se irritou e disse que o regimento está sendo agredido sucessivamente quando se pede um aparte. Ele explicou que nessas situações tem que se esperar o presidente conceder o pedido e só então poderá ser feito. Edson Sousa disse que Adair estava sendo um pedagogo e que nunca viu o regimento sendo seguido dessa forma. Edson levou retrucada de Adair, pois havia pedido direito de resposta e não o usou corretamente.

Votação

Na segunda parte dos trabalhos na Câmara o substitutivo II EM 001 2009, que confere cota básica do IPTU aos cidadãos que tiveram suas casas danificadas pela chuva, foi votado e aprovado. Fabiano Tolentino disse que fica feliz que o prefeito da cidade tenha se prontificado a enviar o projeto do IPTU para que as famílias prejudicadas pela chuva recebam ajuda financeira da prefeitura através da cota básica do imposto.

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