Cerca de 50 funcionários da Empresa Municipal de Obras Públicas (EMOP) terá que ser remanejada para outras funções. A empresa, que durante a última Administração executou diversas obras em Divinópolis e contraiu dívidas financeiras, vai passar por modificações em sua estrutura, que obrigarão os diretores a desviarem alguns funcionários de função.
Ébert Lourenço, o único dos 3 diretores que permanece no cargo explica que o organograma da empresa está passando por modificações. O diretor conta que na gestão passada constavam 30 cargos de confiança na folha de pagamento da Emop, número este que na Administração de Vladimir Azevedo (PSDB) foi reduzido para apenas 8 para reduzir gastos. Lourenço conta que a Prefeitura assumiu as dívidas com os débitos fiscais da empresa em um aporte de capital para que seja possível sanar as dívidas oriundas de outras Administrações.
Além da extinção de alguns cargos, também os serviços prestados pela empresa serão reestruturados. A Emop deixará de executar grandes obras municipais e vai dar seqüência apenas aos serviços continuados, como varrição, capina, limpeza de cemitérios e operação tapa-buracos. Quanto os funcionários, segundo Lourenço, dos 350 que compõem o quadro da Emop, pelo menos 270 já têm destino certo, serão utilizados pela própria empresa nos serviços continuados, já o restante, cerca de 20% deverá ser remanejado. “Primeiro queremos colocá-los dentro da própria Emop, se não puderem ser aproveitados aqui, serão em outras empresas”, afirma o diretor e completa: “Em momento algum queremos fazer injustiça. Ninguém vai ficar desempregado”, garante. Lourenço adianta que o Ministério Público será consultado sobre a questão do desvio de função de determinados trabalhadores. “Vamos ver a possibilidade jurídico legal, não sendo possível, vamos ver a colocação nas empreiteiras do PAC”, explica.
Outra saída apresentada pelo diretor para não efetuar demissões, é a ampliação dos serviços continuados, para assim, utilizar um número maior de funcionários. “Podemos aumentar a quantidade de bairros atendidos pela varrição, o de capina também podemos colocar mais homens, podemos aumentar a produtividade com o trabalho de tapa-buracos e aumentando os serviços todos poderão ser utilizados”, reforça. Lourenço afirma que tão logo a empresa se encontre sólida os serviços poderão ser estendidos até para outras prefeituras.
Novo nome
Após a reestruturação a Empresa Municipal de Obras Públicas (EMOP) terá o nome modificado. De acordo com o diretor o termo “obras públicas” não mais poderá ser usado, já que o trabalho não será realizado pela empresa. Segundo Lourenço a empresa já existe com o aporte de capital e por isso o CNPJ será mantido. O diretor afirma que não há previsão de quando a empresa começará a funcionar com novo nome.





