A Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop), que está passando por uma reestruturação para sanar dívidas contraídas de Administrações passadas, na tarde dessa quinta-feira (29) demitiu 65 do total de 350 trabalhadores que compõem o quadro de funcionários. Grande parte dos trabalhadores desligados de suas funções é do setor de obras, que está sendo desativado, uma vez que a empresa executará apenas trabalhos continuados, como varrição, capina, limpeza de cemitérios e operações tapa-buracos.
De acordo Ébert Lourenço, diretor da Emop, os 65 funcionários que foram demitidos oneravam para a empresa, que já está deficitária, um montante no valor de R$ 120 mil a cada mês com folha de pagamento e encargos trabalhistas. Lourenço esclarece também que a reestruturação que está sendo feita, assim como as demissões, está sendo realizada com o acompanhamento do Conselho Diretor da empresa. “Se não fizermos isso agora, vai acabar gerando danos ainda maiores”, justifica.
O diretor nega futuras demissões em larga escala, mas não descarta a possibilidade de desligamentos em casos específicos. Segundo Lourenço, alguns funcionários que foram demitidos apresentaram no ano passado mais de 20 atestados médicos, outros tinham histórico de grande numero de faltas do trabalho e alguns até apareceram para trabalhar sob efeito de álcool. “Não haverá, pelo menos por enquanto, muitas demissões, mas em casos de atitudes que não são condizentes com a função, eu não posso continuar com esse trabalhador”, esclarece.
Sobre o possível remanejamento de função dos profissionais desligados, Lourenço explica que o que a Emop pretende fazer é tentar recolocar os profissionais demitidos nas empreiteiras que realizam obras municipais, como a construção da trincheira ou as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Não sei ainda quantos poderemos recolocar porque não temos previsão de quantos profissionais serão necessários em cada obra”, explica.
Ébert Lourenço adianta também que tão logo a Emop, que deve receber um novo nome, se encontre sólida, com sua estrutura em ponto de equilíbrio, poderão ser abertas mais áreas de trabalho, por exemplo, na conservação e limpeza de órgãos como o Fórum ou a sede da Polícia Federal que em breve será instalada na cidade. “Esses lugares vão precisar de faxineiro, jardineiros e outras funções. Queremos olhar o lado do trabalhador”, finaliza.





