Na tarde dessa quinta-feira (29) os vereadores se reuniram com o diretor da Emop, Ébert Lourenço, no Plenarinho da Câmara Municipal momentos antes da reunião ordinária, para discutir assuntos relacionados à reestruturação que está acontecendo na empresa. Um dos temas discutidos foi a solicitação de um aporte de capital no valor de R$ 400 mil.
O diretor da Emop, procurado por profissionais da imprensa após a reunião, anunciou que dentre os 350 trabalhadores que compõem a folha de funcionários da empresa, cerca de 60 deverão ser demitidos. “É preciso enxugar para tentar dar um equilíbrio”,
explicou. Ebert esclarece que os funcionários que serão desligados de suas funções deverão ser utilizados em outros setores como a construção da trincheira ou na nova sede da Polícia Federal.
Como já noticiado pelo Divinews, a Emop, empresa que realizou diversas obras na gestão passada e contraiu grandes dívidas, está passando por uma reestruturação, que visa, principalmente, sanar as dívidas de outras administrações. Além da mudança no quadro de funcionários, a Emop modificará ainda os trabalhos executados. Obras municipais não serão realizadas pela empresa, que ficará apenas com os trabalhos continuados como varrição, limpeza de cemitérios e capina.
Altair Aparecido de Oliveira, de 37 anos, é pai de 3 filhos e foi o primeiro funcionário a receber o aviso-prévio da Emop. Altair era concursado e trabalhava na varrição no período noturno há 1 ano e meio. O gari conta que procurou a administração da empresa essa manhã para solicitar as férias a que tem direito, que, segundo ele, estão atrasadas. Altair pretendia usar o tempo livre das férias para tratar um problema de saúde adquirido em função da carga horária. “Eu trabalha 5 noites e folga uma, e por isso não estava conseguindo dormir. Pedi as férias para tratar esse problema”, revela. Mas, ao chegar ao pátio da empresa, o trabalhador conta que recebeu o aviso de demissão.
Quanto ao pedido de aporte, as opiniões são divergentes entre os vereadores. Waldemar da Pamer (PMDB), afirma que a partir da planilha apresentada pelos técnicos da Emop durante a reunião se posiciona a favor da verba. “Nenhuma empresa pode funcionar deficitária”, acredita o vereador e completa: “Sou de acordo que a empresa seja enxugada para trabalhar melhor para o município”, finaliza.
O vereador Edson de Souza (PDT), se diz indignado com o pedido de aporte e se posiciona de forma contrária à verba. “O governo está brincando com o dinheiro público”, desabafa. O vereador explica que é contra a concessão da verba em função das demissões que estão ocorrendo.
Outro vereador que se posiciona de forma favorável ao aporte é Rodyson do Zé Milton (PSDB), que acredita haver a necessidade de pagar a dívida da empresa e fornecer crédito para que a ela possa prosseguir. “A Emop precisa ser moralizada, precisa de uma injeção de ânimo, como não tem crédito para a demanda, precisa receber essa verba”, reforça.
Entre as opiniões divergentes, o vereador Beto Machado (PSDB) declarou que pretende em primeiro momento analisar a documentação apresentada pelo técnico da Emop, para depois tomar a decisão. “Quero tomar a decisão com ética. Se realmente estiver dentro do que foi fito, serei favorável, se não estiver, serei contra”, afirma.




