As empresas brasileiras com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo perderam 41,5% do seu valor de mercado no ano de 2008. O levantamento foi feito pela Economatica, uma ferramenta para auxílio na análise de dados financeiros de empresas da América Latina.
A queda, segundo o levantamento, equivale à destruição de duas empresas equivalente a Petrobras em um período de 12 meses ou á perda do valor de mercado de todo o setor bancário no País. Os dados mostram que o valor das ações das 323 empresas analisadas passou de R$ 2,097 trilhões em 26 de dezembro de 2007 para R$ 1,225 trilhões na mesma data neste ano.
O setor de telecomunicações, representado por 12 empresas, foi o menos afetado no ano, com queda de 14,6% no seu valor de mercado. Em seguida vem o de energia elétrica, com 35 empresas, que registrou recuo de 22,6%.
Na outra ponta, o setor mais castigado foi o de construção, com queda de 72,4% no valor das ações de suas 29 empresas. A segunda área mais afetada foi a de Papel e Celulose, com desvalorização de 68,3% no período de 12 meses.
Em valores nominas, o setor de Petróleo e Gás – representado por cinco empresas – teve a maior perda em 2008, com queda de R$ 210 bilhões em seu valor de mercado.
Entre as empresas da carteira teórica da Bovespa, a Rossi Residencial teve a maior queda percentual no ano de 2008, com recuo de 80,6% do seu valor de mercado, seguida pela Aracruz, que no mesmo período perdeu 78,9% do seu valor de mercado.
A empresa com maior queda nominal de valor de mercado foi a Petrobras, com R$ 209 bilhões ou 48,7% de queda. Sete empresas entre as que fazem parte da carteira teórica da Bovespa tiveram valorização do seu valor de mercado no ano, encabeçadas pela Nossa Caixa.
| Veja na tabela as empresas que tiveram valorização |
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