A Justiça deferiu o pedido do Ministério Público e decretou a prisão temporária de um policial militar acusado de torturar presos da Cadeia Pública da cidade de Lagoa da Prata, a
Os fatos ocorreram no dia 9 de dezembro e os presos ouvidos, após instauração de Procedimento Investigatório Criminal, apontaram um tenente, cujo nome não foi divulgado pelo Ministério Público, como o responsável por comandar a sessão de tortura. Os ferimentos provocados estão comprovados em relatório elaborado por um médico e um enfermeiro que examinaram 14 detentos no dia seguinte ao ocorrido.
Até agora, foram ouvidos 18 presos. Segundo consta de todos os depoimentos, por volta das 6h30, os detentos foram acordados por policiais militares, que batiam com os cacetetes nas grades e mandavam que ficassem nus e corressem para o pátio de sol. Lá deviam sentar-se no chão, com a cabeça baixa e as mãos na nuca. Quem se mexesse ou erguesse a cabeça era agredido com golpes de um bastão de madeira.
Além das agressões com chutes, socos, tapas e golpes, os presos relataram que foram humilhados e constrangidos psicologicamente pelos policiais militares, comandados pelo tenente que teve a prisão decretada. Disseram ainda que foram ameaçados com retaliações caso revelassem o ocorrido a alguém.
Os promotores de Justiça Eduardo Almeida da Silva e Eduardo de Paula Machado pediram a decretação da prisão temporária do tenente para preservar a integridade física e moral dos presos e para possibilitar melhor andamento das investigações, considerando que ainda serão colhidos depoimentos de outros presos, agentes penitenciários e policiais militares que estavam trabalhando no momento e que as vítimas não possuem qualquer garantia de que os investigados não retornarão à cadeia para cumprir as ameaças.





