Mais de 90% dos computadores foram invadidos no Brasil só no primeiro semestre do ano

Publicado por: suporte

O maior número de ocorrências, 60% dos casos, foram ameaças de captura de informações bancária (login e senha). No uso doméstico, das 10 principais ameaças detectadas no Brasil, sete foram de softwares maliciosos (malwares), considerados perigosos por serem capazes de capturar dados, e as outras três de softwares indesejados, que, apesar de mais inofensivos, atrapalham os usuários inserindo quadros e procedimentos mesmo contra sua vontade.

Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela empresa Microsoft na semana passada e serviram de base para o debate entre especialistas na área realizado nesta terça-feira (2), Dia Internacional de Segurança da Informática, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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O levantamento mostra ainda que a quantidade total de softwares mal-intencionados e indesejados removidos de computadores em todo o mundo cresceu 43% no primeiro semestre deste ano e que os ataques ocorrem cada vez mais por meio de aplicativos (90%) e menos por meio de sistema operacional (10%).

Segundo o vice-presidente e diretor do departamento de Segurança da Fiesp, Igor Pípolo, a discussão de hoje é importante porque, apesar dos avanços tecnológicos, os usuários ainda não têm “educação” para utilizar os equipamentos de informática.

“Nós simplesmente abrimos e utilizamos até de maneira intuitiva sem nós darmos conta das nossas responsabilidades sobre a utilização”. Pípolo destacou que os impactos da utilização descuidada dos computadores têm sido sérios a ponto de as empresas perderem tanto em imagem, como em valores.

De acordo com o advogado especialista em direito eletrônico, Renato Opice Blum, o Brasil ainda não tem uma legislação adequada para coibir e punir os crimes de internet e a legislação existente cobre parcialmente 95% dos casos.

“Precisamos dentro dessa porcentagem melhorar a legislação existente para conseguir adequar a punição dessas condutas que acontecem pela internet para a realidade atual”.

Ele apontou como um dos “absurdos” da falta de legislação adequada para os crimes de internet o fato da invasão de um computador por parte de outra pessoa em esfera privada não ser considerado crime.

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“Todos nós dependemos de computadores, das redes, dos sistemas e como é que nós podemos tolerar que essa conduta perante a nossa dependência não seja um crime? São essas lacunas que precisamos fechar”, afirmou.

Opice defendeu ainda harmonia na legislação dos principais países para evitar problemas que comprometam a velocidade dos tribunais em descobrir e quebrar sigilo dos provedores para identificar a origem da fraude. ”Nesse ponto eu faço um elogio aos tribunais brasileiros que conseguem identificar em 24 ou 48 horas. O problema não está na identificação, mas na repressão, em conseguir condenar a pessoa”.

O chefe da assessoria de Tecnologia da Informação do Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro, João Rufino, ressaltou que a segurança na internet atualmente significa segurança social, das pessoas e da vida como um todo. “Falar em segurança na internet atualmente é falar da necessidade que todos nós temos de nos precaver e ter nossa prevenção no ambiente de tecnologia da informação”.

Segundo Rufino é preciso tratar o espaço da internet como qualquer outro espaço de convivência. “Quando falar na internet veja se conhece com quem está falando. As ações necessárias à prevenção são pessoais. É importante haver uma grande conscientização social em torno do uso de tecnologia”.

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