Atualmente na cidade, sobram empregos e faltam moradias para atender às centenas de pessoas que foram trabalhar no local. Isso aconteceu graças a uma parceria, iniciada há cinco anos, entre pequenos produtores rurais e o abatedouro de aves Avivar. O projeto conta ainda, com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), por meio da elaboração de projetos de galpões de aves, que são financiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
De acordo com o diretor comercial da Avivar, Antônio Carlos Vasconcelos Costa, o abatedouro precisava crescer, mas não tinha condições de fazer isso, sem ajuda dos produtores, daí surgiu o sistema de integração. “Nós criamos junto ao produtor rural uma parceria interessante para as duas partes: produtor e empresa. O objetivo principal desse projeto é trazer o produtor como parceiro na criação de frangos, fomentando a economia regional”, explica o diretor.
Nesse sistema, o abatedouro fornece os pintinhos, a ração e a assistência técnica para os produtores rurais, que entram com a infra-estrutura e a mão-de-obra. No final, os produtores recebem por quilo de carne produzida. Atualmente, o abatedouro conta com 153 produtores parceiros, mas inicialmente não houve a adesão esperada. “Nós não tínhamos essa cultura de parceria. O produtor demorou um período para acreditar que esse era um projeto interessante. Foi necessário diversos encontros, mostrando que esse era um modelo para aumentar a renda das propriedades rurais”, argumenta Antônio Carlos.
PRONAF – Um dos obstáculos para os produtores aderirem ao projeto era a falta de recursos para a construção dos galpões de aves, que atualmente saem em torno de R$120 mil (galpão para 25 mil frangos). A Emater-MG começou então, a elaborar os projetos de investimentos em avicultura, que são financiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. “Os produtores procuram a Emater e a gente faz o enquadramento deles dentro do Pronaf. Eles são encaminhados para o banco, onde fazem o cadastro. Depois o banco encaminha o produtor para a empresa, solicitando o projeto para a liberação do recurso”, explica o extensionista da Emater-MG Sotero Greco Guimarães.
O número de contratos do Pronaf no município subiu de 13 em 2002 (ano anterior ao início do projeto) para 319 em 2007, quando foram liberados R$ 2,5 milhões
De acordo com o técnico da Emater-MG, o sistema não gerou apenas renda para os produtores rurais da região, mas ampliou o número de empregos no município. “Uma propriedade com menos de
Com informações da assessoria de imprensa da Emater-MG






