Depois da Alemanha agora foi a Itália a declarar que está em recessão

Publicado por: suporte

Os dados oficiais referentes aos meses de julho a setembro foram divulgados nesta sexta-feira, dia em que os líderes mundiais se reúnem em Washington para uma cúpula especial sobre a crise econômica mundial.

A Itália confirmou nesta sexta-feira (14) que sua economia também entrou em recessão, com redução de 0,5% e 0,4% nos últimos dois trimestres.

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Com isso duas das quatro maiores economias da zona do euro – Itália e Alemanha – estão em recessão. As outras duas, Espanha e França, tiveram apenas um trimestre de crescimento negativo.

FRANÇA E ESPANHA – A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que a atividade econômica deve cair 0,5% na zona do euro em 2009.

A França divulgou nesta sexta-feira que sua economia cresceu 0,1% no último trimestre. Já a economia espanhola teve seu primeiro trimestre de crescimento negativo desde 1993, com contração de 0,2%.

Na quinta-feira, o governo alemão divulgou que a economia do país, a maior da zona do euro e uma das maiores do mundo, entrou em recessão. A economia diminuiu 0,5% no terceiro trimestre, depois de já ter caído 0,4% no segundo trimestre.

Na quarta-feira, o presidente do Bank of England, o banco central britânico, afirmou que a economia do país – que integra a União Européia, mas não faz parte da zona do euro – também já está provavelmente em recessão.

ENCONTRO DO G20 – Nesta sexta-feira, os líderes do G20 – grupo composto por países mais ricos e emergentes – vão discutir soluções para a crise econômica mundial em Washington.

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O G20 representa 85% da economia e dois terços da população mundial. Os países buscam ações coordenadas que possam conter a crise financeira, além de reformas que reduzam o risco de algo parecido se repetir.

Na véspera do encontro, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu corte de impostos em todo o mundo e aumento dos gastos governamentais para evitar que a economia global entre em recessão.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a crise financeira não representa um fracasso do capitalismo e do livre mercado.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse que seu país e a União Européia podem “falar com apenas uma voz” na cúpula do G20.

Os líderes mundiais vão jantar na Casa Branca nesta sexta-feira. No sábado, eles realizarão duas sessões plenárias, que serão seguidas por um pronunciamento de Bush. O encontro também terá a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e dos presidentes do Banco Mundial e do FMI.

Em carta aberta ao fórum, Ban Ki-Moon pediu que os países evitem uma recessão econômica mundial, que causaria uma “tragédia humana” entre os pobres.

O Japão anunciou que está preparado para emprestar até US$ 100 bilhões ao FMI para ajudar países emergentes atingidos pela crise.

O FMI já emprestou em caráter emergencial mais de US$ 30 bilhões para Islândia, Hungria e Ucrânia.

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