Bush afirma que ‘pânico’ econômico está passando

Publicado por: suporte

 

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Durante um encontro com empresários na Louisiana, o presidente afirmou que a atitude das pessoas sobre a crise mudou de “próxima do pânico” para uma abordagem “mais relaxada”.

“Eu ouvi que a atitude das pessoas está começando a mudar depois de um período de muitas preocupações, quase pânico, para um sentimento mais relaxado”, disse Bush, que, no entanto, afirmou que “há muito a ser feito”.

Ele atribui a mudança ao pacote de US$ 700 bilhões anunciado pelo governo para tentar tirar os EUA da crise.

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Antes, o presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse que é favorável ao lançamento de um novo pacote de estímulo à economia americana, para combater os efeitos da atual crise financeira.

“Como a possibilidade de que a economia permaneça fraca por vários trimestres, e com o risco de desaquecimento duradouro, a análise de um pacote fiscal pelo Congresso neste momento parece apropriada”, disse Bernanke em uma reunião da comissão de orçamento da Câmara dos Representantes (deputados federais), em Washington.

Os comentários do presidente do Fed foram bem recebidos pelos líderes democratas no Congresso, que pediram aos republicanos e à Casa Branca que trabalhem juntos na formulação do plano de estímulo à economia.

Um porta-voz da Casa Branca afirmou que o governo Bush está “aberto” a um novo pacote, dependendo de seu teor, e que buscará aconselhamento de outras lideranças, incluindo Bernanke.

RECESSÃO – A junção das crises imobiliária, no crédito e no setor financeiro atingiu fortemente a economia americana.

Muitos analistas prevêem um encolhimento da economia dos Estados Unidos ainda em 2008 e no início de 2009. Este evento se encaixaria na definição clássica de recessão – que corresponde a dois trimestres de crescimento negativo. Mas, alguns economistas acreditam que a economia americana já está em recessão.

Bernanke, entretanto, evitou usar o termo ao descrever a situação enfrentada pelos Estados Unidos. “Nós estamos em uma desaceleração muito séria que tem conseqüências muito sérias para as pessoas. Se isso se chama recessão ou não, não importa”, disse.

Para o presidente do Fed, a crise vai forçar o governo dos Estados Unidos a tomar decisões mais difíceis. “Qualquer ação fiscal, inevitavelmente, envolve vantagens e desvantagens, não apenas entre as necessidades atuais e os objetivos, mas também porque os compromissos e recursos de hoje podem significar uma carga para as futuras gerações”, afirmou. 

 

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