Sonia de Moraes começou sua carreira no setor confeccionistal, como gerente na feira da moda às margens da rodovia 050. Posteriormente foi para o também extinto Armazém Mineiro na Rua Pernambuco. Há mais de 5 anos se transferiu para o JK Shopping e lá está até hoje. É adorada por todos. Guias de compras, funcionárias do shopping e das lojas, pelas centenas de clientes de todo país e principalmente pelo proprietário do Shopping por seu brilhante trabalho. Quando ela lá chegou quase não haviam lojas abertas no segundo piso, hoje existe fila de espera para os dois andares. É um dos poucos centro de compras que cobra luvas.
O seu diferencial é a criatividade, aliado a sua disposição de trabalho e o prazer que sente
É o único shopping a realizar desfiles toda semana, decora e redecora o shopping em datas especiais. Mas, se demora muito uma data no calendário oficial, ela inventa. A sua fidelidade com o JK e com o setor é infinita, enfrenta quem tiver que enfrentar. Doa a quem doer. Ela luta com unhas e dentes para melhorar os resultados de vendas das lojas do JK, mas sempre com o olhar macro, para todo setor.
Fazendo justiça a esta guerreira, o Divinews foi conversar com ela. Vamos então a entrevista.
Como estão as vendas neste período?
De uma forma geral, muito fraco com relação a 2007. Entretanto, uns sentem mais e outros menos. Depende da empresa e da visão do empresário.
A crise mundial já está afetando? E o fim de ano?
Acredito que no momento esta influencia é muito mais psicológica que real. As pessoas estão previamente preocupadas com o futuro e comprometem o presente. Algumas sem razão de ser. Como por exemplo o funcionalismo público que tem estabilidade no emprego, mas se retrai somente pelas noticias que estão ouvindo.
Penso que este mês de novembro e também de dezembro não teremos nenhuma retração no setor. Porque são meses atípicos que vedem com ou sem crise. O que pode acontecer é vendermos um pouco menos que o natal do ano passado. Mas, não acredito nisto. Sou otimista de natureza.
A queda é proporcional também a visão do empresário. Se ele investir em vitrine, treinar bem seus funcionários de vendas e tiver um bom produto, com um bom design, modelagem, acabamento e preço. Este vai passar ao largo. .
Algumas empresas têm participado ativamente no SPFW, Rio Fashion, Minas Trend Preview. É um bom projeto? Auxilia o desenvolvimento do setor?
Claro que é bom. Mas, é muito restrito, são poucas empresas que participam, além de ser quase sempre as mesmas. É necessário que se abra o leque e que haja subsídios por parte das entidades fomentadoras de desenvolvimento, para que mais empresas tenham condições de também estarem presentes em tais eventos.
É claro que, sem paternalismo. O empresariado precisa fazer o seu dever de casa. Ou seja, que também façam investimentos.
Qual é a sua expectativa com o novo Governo Municipal? De quem é o papel de fomentar o desenvolvimento do setor. Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), SEBRAE, Sindicato do Vestuário ou do Governo?
É de todos. Afinal a união faz a força e beneficia todos os setores, como restaurantes, hotéis, postos de gasolina, etc…Alem da geração de emprego, movimentando toda economia. Somos o segundo maior gerador de empregos. Com a crise do setor siderúrgico e de gusa, poderemos em breve ser o primeiro. Damos oportunidade para os jovens buscar o tão difícil primeiro emprego. Aqui no JK, quase todas as modelos que desfilam, posteriormente, após um treinamento, se tornam vendedoras das lojas.
Com relação ao governo eleito, espero sim, que seja criada uma secretaria, diretoria ou até mesmo uma divisão que cuide especificamente do turismo comercial. Afinal, isto foi promessa de campanha e acredito que desta vez será cumprida. O setor merece, por sua representatividade econômica.






