Segundo trabalhadores rurais assentados de Anapu, região central do Pará, o fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, está tentando obter a área em que a freira foi morta, em fevereiro de 2005.
A denúncia foi feita no sábado, 8 de novembro, em audiência pública realizada no município com a presença de representantes de instituições governamentais, de organizações sociais, do Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) e de aproximadamente 300 agricultores.
Taradão propôs receber a área em troca de um terreno seu em reunião realizada no último dia 28 na unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)
O fazendeiro tem interesse no lote 55 da gleba Bacajá, onde atualmente vem sendo implementado um projeto de desenvolvimento sustentável, modelo de aproveitamento dos recursos naturais defendido pela missionária como o ideal para áreas de reforma agrária na Amazônia. A audiência pública também foi pautada por uma série de reivindicações, por parte dos assentados, de melhorias para a reforma agrária na região.
Regularização fundiária, assistência técnica, estradas, escolas, crédito, energia elétrica, presença mais intensa dos órgãos governamentais e reativação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) foram algumas das principais questões apontadas pelos trabalhadores.





