A pedido do vereador Edson Souza (PDT), uma audiência pública foi realizada a fim de discutir soluções para o terreno de 12.000m², situado nos arredores do Farião. O local em questão incomoda os moradores do bairro porto velho, pois está sujo e abandonado. O mato alto e a falta de iluminação fazem da área um ponto de consumo de drogas e prostituição.
Um morador da região sugeriu que a prefeitura executasse a limpeza do terreno, a capina do mato e o plantio de grama, para evitar a recuperação da vegetação que acoberta os marginais. “Porém, o terreno é particular”, lembrou Sousa. Enquanto a prefeitura não adquirir a área em questão, não é possível realizar nenhuma benfeitoria. O vereador acredita que a melhor solução é comprar a terra, para depois debater com a sociedade e o governo municipal, qual seria o melhor projeto a ser executado.
O ambientalista Jairo Gomes tomou a palavra para relembrar que 60% do terreno é área de preservação. As margens do rio Itapecerica são inundáveis e reservadas para a mata ciliar, portanto, antes de gastar o dinheiro dos contribuintes no local, é preciso lembrar que uma enchente pode arruinar uma eventual obra pública.
Algumas idéias e sugestões, para o uso do terreno, foram apresentadas durante a audiência e a utilização do espaço para lazer e esporte foi defendida, tanto pelos moradores do porto velho como pelos vereadores Edson Souza e Fabiano Tolentino.
Jaiminho Martins esteve presente e afirmou que é parceiro do projeto, “temos de adquirir o terreno pelo valor justo, através de uma desapropriação amigável, o que seria o melhor, ou de outra forma, caso o dono não entre em acordo”, afirma o deputado federal.
Ao final da audiência, o vereador requerente da reunião cobrou de Rômulo Duarte, secretário de esportes, que levasse o que foi discutido na audiência ao prefeito Vladimir Azevedo, “os moradores do bairro Porto Velho reivindicam providências, e cabe ao governo municipal dar uma resposta”, ressaltou Souza.




