O promotor fundamentou a apelação no fato de que a decisão dos jurados que absolveu Bida, no segundo julgamento, que terminou na terça-feira (6/5), em Belém (PA), foi contrária às provas dos autos. Edson Cardoso também pediu vistas dos autos com objetivo de apresentar as razões da apelação, que será encaminhada à 2ª Vara no prazo legal de cinco dias.
Depois de entregue as razões da apelação de novo julgamento, uma Câmara Criminal de desembargadores do Tribunal de Justiça analisará o recurso e decidirá se haverá ou não novo julgamento. Na avaliação do promotor, essa decisão dos desembargadores só deverá ser anunciada no fim deste ano.
Para o advogado de defesa do fazendeiro, Eduardo Imbiriba, assim que a acusação apresentar o recurso, a defesa apresentará argumentação contrária à realização de novo julgamento.
Imbiriba informou que a defesa apelará aos tribunais superiores caso um novo julgamento venha ser marcado. “Se o Tribunal de Justiça do Pará der provimento ao recurso da acusação, com certeza nós vamos apelar ao STJ [Superior Tribunal de Justiça] ou, se houver necessidade, ao STF”, disse o advogado. Ele afirmou ainda que Bida está recebendo com naturalidade as manifestações contrárias à sua absolvição. “Elas já eram esperadas por ser um caso de repercussão internacional.”
Bida, revelou o advogado, permanece em Belém para acompanhar os recursos da acusação e possivelmente na próxima semana viajará para Altamira, onde possui residência.
A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros de Belém, em fevereiro de 2005. Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
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