Ministro diz que alta do dólar não vai pressionar preços no supermercado

Publicado por: suporte

Para ele, o impacto maior na demanda mundial dos alimentos já aconteceu, com o uso de produtos agrícolas para a produção de etanol, na Europa e nos Estados Unidos.

Em conseqüência disso houve especulação nos mercados futuros, "fator forte” que já desapareceu. “Os preços se estabilizaram e estão forçando a inflação para baixo no Brasil", argumentou. A tendência, avalia Stephanes, é que o dólar fique na casa de R$ 1,90, pois a situação atual decorre de nervosismo do mercado, o que deverá passar rápido. Ele prevê que a China continuará importando soja e a Rússia, carne e outros produtos da agricultura brasileira.
 
Segundo o ministro, está prevista a vinda de missão russa ao país neste mês, para estudar também a compra de excedentes de leite, que estão sobrando no mercado brasileiro, cuja venda poderá se concretizar nos próximos 90 ou 120 dias.
 
Ele garantiu que o plantio da próxima safra será feito em clima de normalidade, com a estimativa de estabilidade do clima para os próximos quatro meses vindouros.
 
Ontem (7), Stephanes se reuniu com representantes da Cadeia Produtiva do Leite e informou que deverão ser tomadas medidas de ajuda ao setor. Ele disse que tem mantido contatos mensais com os demais ministros da área econômica para avaliar a situação da agricultura e que os entendimentos nessa área são também discutidos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Por isso, sempre que necessário, serão tomadas medidas de ajuste"
 
Stephanes argumentou que a agricultura é "um grande instrumento de desenvolvimento e é um setor muito importante nesse momento de crise mundial. O que esperamos é que o mercado interno seja abastecido normalmente e que sobre também muito para a exportação na próxima safra. Existem problemas pontuais atualmente com o milho, o algodão, o que envolverá mudanças de decisões do agricultor na hora de plantar", de acordo com o ministro.
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