O real brasileiro se destacou no cenário cambial global ao figurar entre as moedas que mais se valorizaram em 2025 diante do dólar norte-americano. Segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating, até o dia 13 de maio, a moeda nacional alcançou uma valorização acumulada de 10,1%, ocupando a quarta posição no ranking internacional.
Na liderança do ranking aparecem o rublo russo, com avanço de 34,2%; o cedi ganês, com 16,6%; e a coroa sueca, com alta de 13,5%. Esses desempenhos superaram o do real, que ainda assim demonstrou força expressiva frente ao dólar.
O dólar comercial passou a ser negociado em torno de R$ 5,60, patamar mais baixo do ano e o menor em sete meses. Esse movimento foi impulsionado principalmente pela intensificação do fluxo de capital estrangeiro no Brasil, especialmente neste mês de maio.
Parte dessa valorização cambial se deve à repercussão da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada recentemente. O conteúdo do documento sinaliza que a taxa Selic deverá permanecer elevada por mais tempo, o que foi interpretado pelo mercado como uma postura mais restritiva — ou “hawkish”, como se diz no jargão financeiro.
A manutenção dos juros em níveis altos torna o Brasil mais atrativo para investidores internacionais que buscam maior retorno financeiro. Esse cenário favorece a entrada de dólares no país, o que amplia a oferta da moeda americana e contribui para sua desvalorização frente ao real.
Outro fator que contribuiu para o movimento no câmbio foi o índice de inflação nos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI), referente ao mês de abril, subiu 0,2%, levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava 0,3%.
A leitura de um avanço mais moderado nos preços reforça a possibilidade de uma política monetária menos agressiva por parte do Federal Reserve, o banco central dos EUA, o que tende a enfraquecer o dólar em escala global.
Com informações de CNN Brasil, InfoMoney e da Veja
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