Júri repete últimos passos de Jean Charles; assista

Publicado por: suporte

Neste segundo dia de inquérito, as seis mulheres e os cinco homens que compõem o júri estiveram na estação de metrô de Stockwell, onde Jean Charles foi morto, e no apartamento onde o brasileiro morava, no bairro de Tulse Hill.

Além desses locais no sul da capital britânica, os jurados também visitaram a sede da Scotland Yard e estações de polícia em Leman Street, no leste de Londres, e em Nightingale Lane, no sudoeste da capital britânica.
 
 
Jean Charles de Menezes, de 27 anos, foi baleado sete vezes depois de ter sido confundido com um suposto homem-bomba, Hussain Osman, em 22 de julho, um dia depois de uma série de tentativas fracassadas de atentados suicidas no sistema de transporte de Londres.
 
Na segunda-feira (22), primeiro dia do inquérito que deve durar 12 semanas, os jurados ficaram sabendo que os policiais que atiraram em Jean Charles tomaram a decisão de matá-lo em questão de segundos.
 
O legista Michael Wright disse que os dois policiais estavam "convencidos" de que Jean Charles iria detonar uma bomba no metrô. Ao descrever para os jurados os eventos que culminaram com a morte do brasileiro, Wright enumerou uma série de ocasiões nas quais os policiais não estavam certos se estavam ou não perseguindo um homem-bomba.
 
O legista comentou as diferenças entre as instruções sendo passadas por rádio – e registradas na sala de controle da Scotland Yard – e a interpretação dessas informações feita pelos policiais.
 
Wright também disse aos jurados que, quando Jean Charles entrou na estação de metrô, nenhum integrante da equipe de vigilância o havia identificado positivamente como Hussain Osman.
 
Ao comentar a decisão dos policiais de atirar, o legista disse que os dois atiradores juntos haviam disparado nove balas, sete das quais atingiram a cabeça do brasileiro.
 
Os dois policiais – identificados apenas como Charlie 2 e Charlie 12 – vão prestar depoimento pela primeira vez ao longo do inquérito. O júri irá decidir se Jean Charles foi ou não morto ilegalmente.
 
Wright disse que o inquérito é um exercício para descobrir o que aconteceu exatamente no dia e "não um fórum para determinar culpa ou compensação, e muito menos para punir alguém."
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