Pelo menos 19 parentes de deputados federais foram demitidos dos gabinetes parlamentares desde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a contratação de parentes (nepotismo). A súmula do STF proibindo a contratação de familiares foi publicada na última sexta-feira (29). Só no boletim administrativo publicado nesta quinta-feira (4) pela Câmara em Brasília, saíram 14 exonerações de parentes de deputados. As outras cinco já haviam sido publicadas.
Nos atos de exoneração publicados nesta quinta-feira aparecem dois deputados que demitiram quatro parentes cada um. João Magalhães (PMDB-MG) demitiu a sogra, o pai, a esposa e um sobrinho que eram contratados como secretários parlamentares do seu gabinete. O parlamentar gastava R$ 11.500 da verba de gabinete, que é de R$ 60 mil, com os salários de parentes. João Magalhães é o principal acusado de comandar o esquema de fraudes no desvio de verbas destinadas ao PAC.
O deputado Pedro Fernandes (PMDB-MA) gastava R$ 24.735 com quatro parentes, que foram exonerados do gabinete. Eram contratados no gabinete dele a mulher, o filho, o irmão e o sobrinho. Com a publicação da súmula do STF, outros deputados deverão demitir parentes dos gabinetes.
MINAS GERAIS – Na Assembléia Legislativa de Minas, foram demitidos nesta quarta-feira (3) 14 parentes lotados nos gabinetes de deputados ou em cotas de lideranças de blocos e partidos.
O campeão das nomeações para os cargos sem concurso público, deputado Pinduca Ferreira (PP), também mandou embora os oito apadrinhados. Ele exonerou a mulher, Sônia, os filhos Ivo Leandro e Luciana, a irmã Rita e os sobrinhos Luciano, Luíza, Luiz e Ronilda. Juntos, os oito nomeados recebiam R$ 28,1 mil como salários, que variavam de R$ 1.891,85 a R$ 3.964,64.
Ainda nesta quarta-feira (3) foram demitidas duas irmãs do deputado Ivair Nogueira (PMDB). Wanda do Pinho Oliveira estava lotada no próprio gabinete e Ivone Nogueira do Pinho Oliveira, na liderança do PMDB. Os deputados Hely Tarqüíneo, Sávio Souza Cruz (PMDB) e Ana Maria Resende (PSDB) exoneraram um parente cada.
Já o presidente da Assembléia Legislativa de Minas, Alberto Pinto Coelho, exonerou o sobrinho André Aparecido de Oliveira, que faturava um salário de R$ 7.866,10. A sobrinha Morgana, que trabalhava como estagiária e não precisaria ser demitida em razão da súmula, pediu para sair.
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