O vereador e professor de Medicina Legal George Sanguinetti prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (7) no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió (AL), como testemunha de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella Nardoni, 5 anos, em São Paulo. Ele manteve a versão de que a garota morreu apenas com o impacto da queda do 6º andar, questionando a versão da polícia de que ela teria sido esganada.
O depoimento de Sanguinetti teve de ser interrompido devido a um tremor sentido por funcionários do Fórum. O prédio chegou a ser esvaziado e houve pânico no local. Contudo, técnicos da Defesa Civil constataram que o tremor foi provocado por uma máquina utilizada na reforma do prédio. Mesmo assim, as audiências foram suspensas e a oitiva de Sanguinetti transferida para a sede do Ministério Público de Alagoas.
"Fui arrolado pela defesa do casal Nardoni porque encontrei várias divergências técnicas durante o laudo pericial feito por mim. Reafirmo que não houve esganadura e que todas as leões no corpo da menina foram provocadas pela queda", afirmou Sanguinetti, reforçando que a segurança do edifício onde a garota morreu era "muito vulnerável".
Sanguinetti foi ouvido pelo juiz da 6ª Vara Criminal, Diógenes Tenório, por meio de carta precatória expedida pelo 2º Tribunal do Júri do Estado de São Paulo. O legista alagoano respondeu às perguntas do juiz, do advogado de defesa, das promotoras de Justiça e da assistente de acusação, a advogada Cristina Cristho.
O promotor de Justiça de São Paulo Francisco Cembraneli e o perito criminal paulista João Batista Júnior estiveram presentes ao depoimento, mas não puderam questionar os legistas. Além deles, as promotoras alagoanas Neide Camelo e Marília Cerqueira acompanharam a oitiva. O responsável pela oitiva é o juiz da 6ª Vara, Diógenes Tenório, sorteado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL).
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça.
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