O médico legista alagoano e vereador por Maceió, George Sanguinetti (PTB), confirmou hoje que recebeu convite para atuar no caso Isabella Nardoni, morta após cair do 6º andar do prédio onde o pai, Alexandre Nardoni, mora com a mulher, Anna Carolina Jatobá, no dia 29 de março, em São Paulo. "Recebi esse convite para fazer o mesmo trabalho que fiz no caso do assassinato de Paulo César Farias e sua namorada Suzana Marcolino. Estou estudando todos os laudos e só amanhã me pronunciarei se vou ou não aceitar o caso Isabella", afirmou.
Sanguinetti disse que já está de posse dos laudos sobre a morte da menina, mas não quis revelar de quem partiu o convite para atuar no caso Isabella. Tudo indica que o convite tenha partido de familiares do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, acusado da morte da filha junto com a madrasta Anna Carolina. O casal está preso.
O legista alagoano ficou conhecido nacionalmente quando atuou no caso da morte do empresário Paulo César Farias, encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino, no dia 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, Litoral Norte de Maceió. Na época, Sanguinetti se opôs ao laudo do legista paulista Badan Palhares, que defendia a tese de crime passional: homicídio seguido de suicídio. Para Sanguinetti, PC e a namorada foram vítimas de duplo homicídio.
Na noite de sexta-feira (16) o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o habeas-corpus, com pedido de liminar, feito pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, de 24. Eles são acusados da morte de Isabella, de 5 anos, em 29 de março.
Com isso, o pai e a madrasta da menina continuam presos pelo menos até o julgamento do mérito de outro pedido de habeas-corpus – cuja liminar já foi negada – no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no dia 4 de junho. Considerando o precedente de uma corte superior, porém, é difícil que a 4ª Câmara Criminal do TJ conceda liberdade ao casal na próxima votação.
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