Os hospitais foram transferidos para a iniciativa privada. Outras sete pessoas também são citadas na ação. De acordo com o MPF, a fraude culminou com um termo de parceria firmado em agosto de 2003 com a Oscip Brasil para prestação de serviços de administração nos hospitais pelo valor de R$ 300 mil mensais. O problema, segundo o MP, é que ao invés de se tornar uma parceira do Estado, a entidade virou uma prestadora de serviço e o valor foi usado apenas para os gastos da Oscip, e não incluía a manutenção dos hospitais.
Foram firmados ainda convênios para repasse de verbas federais de mais de R$ 9,5 milhões. Como a Oscip é cadastrada como entidade filantrópica, ela recebia os recursos sem necessitar de convênios. No período em que a Oscip esteve à frente dos hospitais, houve desabastecimento por falta de pagamento aos fornecedores. O Tribunal de Contas da União ainda apontou outras irregularidades e o contrato foi rescindido, sendo que a Secretaria de Saúde teve de assumir a gestão dos hospitais desaparelhados e com problemas deixados pela terceirização, segundo o MP.
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