O juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, decretou a prisão temporária de 22 pessoas e mais duas prisões preventivas. Segundo o Ministério Público Federal, também foi pedida a prisão do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado federal, mas a Justiça entendeu que não existiam fundamentos suficientes para decretá-las.
Segundo nota da Procuradoria da República em São Paulo, os acusados integram dois grupos criminosos que, associados, faturaram no mercado de ações mediante informações privilegiadas. As investigações iniciaram há quatro anos, como desdobramento do caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo Supremo Tribunal Federal para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 2ª Vara Criminal Federal. Na apuração foram identificadas pessoas e empresas beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos.
A PF informou que há uma ligação entre a teia do mensalão com os acusados e que Marcos Valério desviava recursos públicos para o mercado financeiro. A operação contava com a participação do banqueiro Daniel Dantas, segundo agente da PF no Rio de Janeiro, que disse ainda que o dinheiro desviado era lavado no mercado de capitais.
O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelo caso e autor dos pedidos de prisão, a investigação da PF já se deparou com indícios suficientes dos crimes financeiros de gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, evasão de divisas e concessão de empréstimos vedados, além de uso indevido de informação privilegiada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.
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