De acordo com nota da CGU, a força-tarefa foi solicitada pela Casa Civil. A ministra Dilma Rousseff é responsável pela coordenação do PAC. Ainda conforme a nota, o ministro-chefe da CGU em exercício, Luiz Navarro, disse que o objetivo do grupo é zerar as irregularidades nos contratos do PAC.
Serão analisados adequação técnica, preços, andamento e qualidade das obras em 268 contratos de habitação e saneamento básico, somando R$ 2,036 bilhões, sendo que R$ 42,6 milhões já foram liberados. A CGU, ao lado da Polícia Federal, participa da Operação João de Barro, desde o seu início, em junho de 2007.
DEPUTADOS ENVOLVIDOS – O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que não há elementos contra os deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG) para que a Corregedoria da Câmara inicie investigações contra eles. Chinaglia informou que houve um mandato de busca e apreensão nos gabinetes desses deputados, mas é um processo que corre em segredo de justiça. Os dois parlamentares são acusados de envolvimento no desvio de recursos do PAC.
"Eu fiz consulta à Assessoria da Casa e até o presente momento não há elementos para acionar a Corregedoria. Então, vamos acompanhar para ver se surgem alguns elementos que justifiquem regimentalmente nós acionarmos a Corregedoria", disse Chinaglia. O presidente da Câmara informou que, antes da Polícia Federal entrar na Câmara, ele foi informado pelo procurador-geral da República e aí acionou a Polícia Legislativa para acompanhar o caso.
Na sexta-feira (20), a Polícia Federal esteve nos gabinetes dos dois deputados cumprindo mandados de busca e apreensão, como parte da Operação João de Barro, que investiga desvios de recursos públicos.
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