Após a primeira grande operação com cruzamento de informações do sistema DOF (Documento de Origem Florestal), o Ibama e o Idaf (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal) se uniram para aumentar a fiscalização dos produtos florestais procedentes de Minas Gerais. Na última operação realizada pelo Ibama, 55 siderúrgicas de Minas foram multadas por uso de carvão vegetal sem origem comprovada. Conforme matéria exclusiva do Jornal Divinews, deste total, 11 siderúrgicas multadas são de Divinópolis. Somente as multas aplicadas em Divinópolis passam de R$ 92 milhões (leia a matéria).
“O Estado de Minas ainda não se modernizou e não adotou nenhum sistema on line para suas guias de transporte florestal o que dificulta muito o trabalho de fiscalização. Por tanto, todo produto florestal com a guia de Minas Gerais vai ser considerado ilegal e será apreendido”, disse ao Jornal Divinews o coordenador geral de fiscalização do Ibama, Luciano de Menezes, ao explicar as medidas de restrição adotadas contra Minas Gerais. Ele disse ainda que Divinópolis é uma das cidades que mais tem preocupado o Ibama, explicando que a falta de cobertura legal no transporte é uma das principais irregularidades cometidas pelas siderúrgicas da cidade.
A medida restritiva contra Minas Gerais está baseada na resolução no Conama nº 379 de 2006, que obrigada todos os Estados a informatizarem seus sistemas de guia florestal em 180 dias. Entre os produtos florestais se encontram madeiras serradas e carvão vegetal.
Como o sistema de Minas Gerais ainda não é informatizado a falsificação das guias florestais é simples e sem um sistema on line, em tempo real, fica praticamente impossível de se verificar a validade do documento e principalmente a veracidade das informações ali contidas.
No ano passado mais de 100 mil metros cúbicos de carvão provenientes de Minas Gerais foram consumidos pelas siderúrgicas capixabas. Esta operação visa um maior controle sobre os produtos florestais que entram no Espírito Santo e vai continuar até que o sistema de Guias Florestais de Minas Gerais seja informatizado para uma maior eficácia da fiscalização.
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