A sentença foi proferida na semana passada pelo juiz Julio Caio Farto Salles, da 31ª Vara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Segundo Salles, não há provas suficientes para condenar os quatro suspeitos (Anderson Marcos Batista, Conceição Eletério, Éverson dos Santos Guimarães e Evandro dos Santos Guimarães). Em março deste ano, o Ministério Público havia pedido a condenação de todos os acusados.
O recurso foi apresentado pelos promotores designados para o caso, Fábio José Bueno e Luiz Antonio de Oliveira Nusdeo. Eles argumentam que há provas suficientes nos autos de que as extorsões ocorreram “reiteradamente” contra o padre. O processo tramita em segredo de Justiça.
O CASO – Lancelotti, 58, é coordenador da Pastoral do Povo de Rua e defende os direitos de jovens infratores. Em setembro de 2007, acusou Anderson, ex-interno da antiga Febem (hoje Fundação Casa), de o extorquir desde 2004. A quantia paga pelo religioso chegaria a R$ 50 mil, incluindo as prestações de um veículo Pajero.
A prática também envolveria Conceição, mulher de Anderson, e os outros dois acusados citados na ação. A primeira participaria dos achaques contra o padre, enquanto os demais ajudariam o casal na coleta de dinheiro e no contato com o padre.
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