O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) recebeu nesta segunda-feira (17) nova denúncia contra os acusados de integrar milícias no Estado. Dentre os denunciados está o deputado estadual Natalino Guimarães, preso em flagrante em julho quando, segundo denúncia, era realizada em sua casa uma reunião com um grupo de milicianos.
Por 21 votos a zero, o Órgão Especial do TJ aceitou a denúncia contra mais cinco acusados, que vão responder pelos crimes de formação de quadrilha armada, porte ilegal de arma de fogo e resistência.
Além de Natalino, são também réus no processo o seu sobrinho Luciano Guinâncio Guimarães (filho do vereador Jerominho), Fábio Pereira de Oliveira, Rogério Alves de Carvalho, Júlio César Pereira da Costa e Moisés Ferreira Maia Júnior.
Segundo informações do TJ do Rio, o deputado foi preso em flagrante no dia 22 de julho em sua casa,
Dentro da casa, foram apreendidas ainda uma espingarda calibre 12, que estava em nome do deputado, e uma bolsa cheia de munição – encontrada em cima de um armário. No quintal, sob o compartimento que guardava os botijões de gás, escondidos sob um plástico preto, foram encontrados uma submetralhadora com carregador, um revólver 38, toucas ninjas e coletes.
De acordo com a relatora do processo, desembargadora Maria Henriqueta Lobo, a denúncia do Ministério Público descreve de forma objetiva a atividade do grupo. Assim, a magistrada afastou a tese da defesa de que o flagrante teria sido forjado.
Natalino, Luciano e Fábio também figuram como réus em outra ação penal, em que são acusados por formação de quadrilha. De acordo com o MP, mesmo após o início daquela ação penal, o bando liderado pelo deputado não teria se intimado e continuaria praticando outros crimes.





