O procurador-geral de Roraima, Luciano Queiroz, foi preso hoje (6) pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Arcanjo, realizada em Boa Vista, suspeito de pedofilia. Também foram detidos um major da Polícia Militar, um funcionário do Tribunal Regional Federal (TRF), dois empresários e outras três pessoas. Segundo a PF, os oito mandados de prisão e os oito de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta sexta-feira (6).
A acusação é de três que pessoas – Givanildo dos Santos Castro, Jackson Ferreira e Lidiane do Nascimento – atuavam junto com o major da PM Raimundo Gomes em uma suposta rede de pedofilia. Essa rede, de acordo com a assessoria da Polícia Federal, atenderia ao procurador-geral Luciano Alves de Queiroz, além de empresários e políticos. O funcionário do TRF preso, segundo a PF, é Hebron Silva Vilhena.
O governador José de Anchieta Júnior (PSDB) disse que lamenta e deplora a suspeita de envolvimento do procurador e que vai exonerá-lo do cargo se for confirmada sua participação nos crimes. A assessoria do governador informou que o major também será expulso da Polícia Militar.
Luciano Queiroz foi quem assinou a ação cautelar que suspendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a execução da Operação Upatakon 3 para retirada dos não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol, no mês de março. Ao chegar algemado na sede da Superintendência da PF, ele disse que sua prisão era em represália à suspensão da ação dos agentes federais na terra indígena.
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