Audiência Pública da ALMG sobre caos do Hospital São João de Deus, “vira nada”, na Câmara de Divinópolis
A Audiência Pública realizada na manhã desta terça-feira (26), na Câmara de Divinópolis promovida pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), por um requerimento do deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS), atendendo uma solicitação do vereador Nilmar Eustáquio (PP), e conduzida pelo presidente da Comissão, deputado Arlem Santiago, que é filiado ao PTB, partido que é oposição ao governo em Minas e no âmbito federal tem posição dúbia, foi quase que totalmente partidarizada. A começar pelo discurso de abertura do próprio Arlem Santiago, que por longos trinta minutos criticou a atuação dos dois ente federados – Não bastasse a partidarização da Audiência Pública, importantes membros do Ministério Público não compareceram. Como o Promotor Sérgio Gildin, a principal peça chave, já que no momento o Hospital São João de Deus está sob intervenção ministerial da Curadoria das Fundações, e sem a sua presença, que segundo informações estaria em viagem para os Estados Unidos, nada pode ser resolvido. Somado também à ausência do promotor Gilmar de Assis, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-SAUDE), que chegou a ser chamado para a mesa, contudo não estava. Bem como o Promotor de Defesa de Saúde, Ubiratan Domingues, que também não compareceu – Outra ausência também sentida foi a representatividade do CRM – Conselho Regional de Medicina – Os demais presentes à mesa, além do presidente Arlém, foram os deputados federais, Jaime Martins (PSD), Domingos Sávio (PSDB), os estaduais, Fabiano Tolentino (PPS) e Antônio Carlos Arantes (PSDB), o Prefeito de Divinópolis Vladimir Azevedo (PSDB), a Superintendente Regional de Saúde Gláucia Sbampato, o Secretário Municipal de Saúde David Maia e os Vereadores: Edimar Máximo (PHS), Careca da Água Mineral (PROS), Edmar Rodrigues (PSD), Dr. Delano (PRTB), Adair Otaviano (PMDB), Raimundo Nonato (PDT), Adilson Quadros (PSDB), Rodyson (PSDB), Marquinho Clementino (PROS), José Wilson Piriquito (SDD), Hilton de Aguiar (PMDB) e Edmilson Andrade (PT) como presidente da Comissão Municipal de Saúde, além de Luciano Nogueira, diretor clinico do HSJD; Catarina Laborê, representando o SindUte; E Darli Salvador, como ilegítimo representante do Conselho Municipal de Saúde, já que Orlando de Oliveira, o real presidente do Conselho estava presente no local, mas Darli tomou-lhe a frente. Representando a DICTUM, Ariston Silva e Afrânio Emilio, superintendente interventor do HSJD – E por que “vira nada”? Enquanto não for suspenso o Termo de Ajustamento de Conduta do MP e não for retirada a intervenção administrativa, nenhuma decisão pode ser tomada. Excetos os encaminhamentos que serão feitos pelo presidente da Comissão de Saúde, Arlem Santiago, que prometeu analisar e discutir as propostas colocadas, com Fausto Pereira, Secretário de Governo da SES – Secretaria de Estado de Saúde.
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